Uma ala de escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou revolta ao retratar evangélicos como “neoconservadores em conserva” durante desfile no Carnaval. A fantasia trazia uma grande lata estampada com a imagem de uma família tradicional — pai, mãe e dois filhos — numa representação que, segundo a agremiação, simbolizaria grupos que fazem oposição política ao governo.
No enredo, segmentos ligados ao agronegócio e lideranças religiosas foram associados ao chamado “neoconservadorismo”, apontado como força contrária às pautas defendidas pelo presidente. A encenação rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e gerou críticas duras de fiéis, que classificaram o ato como ofensivo e desrespeitoso com milhões de brasileiros que professam a fé evangélica e defendem valores cristãos.
Para críticos, o episódio ultrapassa os limites da sátira e escancara intolerância contra evangélicos e contra a família cristã tradicional. “Liberdade artística não pode ser escudo para estigmatizar religião”, afirmam internautas. Já apoiadores do desfile alegam que a manifestação faz parte da crítica política característica do Carnaval e está amparada pela liberdade de expressão.
O caso reacende um debate delicado no país: até onde vai a liberdade artística? Quando a crítica política se transforma em preconceito religioso? E por que determinados grupos parecem ser alvos preferenciais da ironia pública?
Fonte: Poder360





