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Operação foi realizada nesta quinta-feira (24), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro; mais da metade do valor perdido pela vítima foi recuperada
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na manhã desta quinta-feira (24), uma operação no estado do Rio de Janeiro para dar continuidade à investigação de um golpe do “falso advogado” aplicado contra um morador idoso de Campina da Lagoa. A vítima sofreu um prejuízo superior a R$ 750 mil.
Por volta das 6h, policiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), por meio da Delegacia de Defraudações, cumpriram um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Campina da Lagoa.
Durante a ação, uma mulher apontada como integrante da organização criminosa foi presa. As equipes também apreenderam materiais que devem auxiliar no avanço das investigações e na identificação de outros envolvidos.
Segundo a PCPR, durante o interrogatório, a investigada confessou participação no crime e informou que receberia uma porcentagem de 12% sobre os valores que fossem movimentados em sua conta bancária.
Como o golpe funcionava
De acordo com a investigação, os criminosos entraram em contato com a vítima se passando por seu advogado e por um promotor de Justiça.
Eles convenceram o idoso de que seria necessário realizar uma transferência bancária para liberar uma suposta indenização judicial.
O dinheiro foi enviado para uma conta vinculada a uma empresa sem atividade real. Em menos de 48 horas, o valor foi fracionado e distribuído para diversas contas, em uma sequência de transferências que tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos recursos.
A análise bancária e as diligências realizadas pela Polícia Civil permitiram identificar uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes.
Segundo a investigação, parte do grupo seria responsável por aliciar titulares de contas bancárias, enquanto outros integrantes mantinham contato com as vítimas e aplicavam os golpes por meio de ligações e mensagens. Outro grupo operava as contas, realizando transferências e saques.
Mais da metade do dinheiro foi recuperada
Graças às diligências policiais e às medidas judiciais de bloqueio de valores, mais da metade do montante subtraído foi recuperada e destinada à vítima, conforme informou a Polícia Civil.
A investigação continua para identificar os demais integrantes da organização criminosa e localizar os valores que ainda não foram recuperados.
A ação contou com a participação da Delegacia de Polícia de Campina da Lagoa, do Núcleo de Investigações Qualificadas do Interior (NIQ) e da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Fonte:Portal Douglas








