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Tonguinho o Agitador Trapalhão


 Laranjeiras do Sul, 20 de Março de 2025.


Na pacata cidade de Abobreiras do Nordeste, vivia Tonguinho, o Agitador, um homem que preferia confusão ao trabalho e cachaça à responsabilidade. Sempre que possível, Tonguinho tentava arrancar vantagens dos outros, e sua mais recente obsessão era convencer Juvenal, o prefeito justo e trabalhador da cidade, a lhe dar uma "mesadinha" para sustentar seu hábito de frequentar o boteco.

Um dia, Tonguinho foi até a prefeitura com sua ideia malandra:
— Seu Juvenal, veja bem, eu sou uma figura pública aqui em Abobreiras. Não acha justo o senhor me dar uma mesadinha para a cachaça? Isso não faria mal à prefeitura.

Juvenal, já acostumado com as tramoias de Tonguinho, respondeu firme:
Tonguinho, a prefeitura não é cofrinho para preguiçosos. Se quer cachaça, arrume trabalho e ganhe seu próprio dinheiro.

Indignado, Tonguinho armou uma nova ideia: planejar um golpe de estado para derrubar Juvenal e tomar o controle da cidade. Mas, sendo um mestre da enrolação e sem grande apoio em Abobreiras, decidiu buscar inspiração em outro lugar. Com suas economias escassas, embarcou para Pau Grande, um distrito em Magé, no Rio de Janeiro, onde ouviu falar que as pessoas tinham o dom de fazer barulho e serem ouvidas.

Lá, Tonguinho encontrou um velho vendedor que lhe deu um conselho precioso:
— Meu jovem, se quer ser ouvido, precisa de voz forte. Pegue este megafone, e sua mensagem alcançará todos os cantos.

De volta a Abobreiras, Tonguinho começou sua campanha contra Juvenal. Com o megafone em mãos, instalou-se na praça principal e começou a gritar diariamente:
Povo de Abobreiras, acordem! Juvenal não quer saber de vocês! Ele nega até uma cachaçinha a um trabalhador! Fora Juvenal!

O problema é que Tonguinho não percebeu o efeito de suas ações. Em vez de ganhar aliados, ele começou a irritar os moradores, que não conseguiam mais ter paz. Dona Tereza, que tinha um pequeno comércio, reclamava:
— Esse Tonguinho não deixa ninguém trabalhar em paz!

Seu grito constante também chamou a atenção de velhos conhecidos: seus credores, que há tempos esperavam receber de Tonguinho. Um por um, começaram a aparecer na praça, com suas próprias exigências:
— Me pague, Tonguinho!

De repente, a praça virou um caos. Tonguinho, acuado, largou o megafone e começou a correr pelas ruas de Abobreiras para fugir dos credores enfurecidos. Por onde passava, era seguido pelos gritos de cobrança. Sem outra escolha, ele se refugiou em uma casinha abandonada nos arredores da cidade, onde passou a viver longe da cachaça e de qualquer ideia de golpe.

Enquanto isso, Juvenal, com a calma de sempre, observava tudo e dizia ao povo:
— Tonguinho aprendeu a lição. Quem planta barulho, colhe confusão.

Moral da história: Quem grita para chamar atenção pode acabar atraindo os problemas que tanto tentava evitar.

Fonte: Obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência. 

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