A demora na votação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro tem gerado repercussões dentro do partido Republicanos. A insistência do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postergar a discussão da proposta está causando impactos em outros membros da legenda.
Um exemplo é a deputada estadual Cantora Mara Lima, representante do partido no Paraná. Mesmo sem ter qualquer envolvimento direto com a decisão de Motta, a parlamentar tem enfrentado perda de apoio entre seus eleitores no oeste do estado. Lideranças locais e parte de sua base política manifestaram descontentamento, relacionando sua imagem à postura adotada pelo presidente da Câmara.
A questão da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro segue polarizando opiniões. Enquanto opositores da medida defendem que a responsabilização dos manifestantes é necessária para a preservação do Estado Democrático de Direito, apoiadores do projeto alegam que houve excessos nas punições e que a anistia é um caminho para pacificar o país.
Pesquisas de opinião sobre o tema apresentam resultados divergentes, refletindo a divisão da sociedade brasileira quanto ao assunto. De um lado, setores mais alinhados à direita acreditam que a narrativa de tentativa de golpe é um exagero, enquanto setores progressistas e integrantes do governo reforçam a gravidade dos atos.
Nos bastidores políticos, cresce a pressão para que Hugo Motta paute a votação da anistia o quanto antes. Parlamentares do próprio Republicanos temem que a demora impacte negativamente nas eleições de 2026, especialmente em regiões onde a pauta tem grande apelo popular.