Jorge Messias: Quem é o Novo Ministro do STF Escolhido por Lula e Qual Seu Passado?

O presidente Lula (PT) indicou o então Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação preenche a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, marcando a terceira indicação de Lula durante seu atual mandato. Anteriormente, o presidente já havia indicado Flávio Dino para o lugar de Rosa Weber e Cristiano Zanin para a vaga de Ricardo Lewandowski.

Lula comunicou pessoalmente a Messias sobre a sua escolha em uma reunião realizada no Palácio da Alvorada. A decisão coloca Messias em posição de destaque no cenário jurídico brasileiro, mas quem é este nome e qual o seu histórico?

Jorge Messias é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui mestrado e doutorado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Além de sua formação acadêmica, Messias é evangélico e frequenta a Igreja Batista Cristã de Brasília, liderada por Sérgio Carazza, ex-secretário-executivo de Damares Alves no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos durante o governo Bolsonaro.

A trajetória de Messias no serviço público começou em 2007, quando foi nomeado procurador da Fazenda Nacional. Em 2011, com a eleição de Dilma Rousseff, ele assumiu a subchefia para assuntos jurídicos na Casa Civil, consolidando sua atuação em Brasília.

A ligação de Messias com o PT se intensificou durante o governo Dilma Rousseff, culminando com sua nomeação para a Advocacia-Geral da União (AGU) em 2023. Contudo, seu nome ganhou notoriedade em 2016, quando foi citado em uma conversa telefônica entre Lula e Dilma, interceptada no âmbito da Operação Lava Jato. A conversa, na qual Dilma mencionava o envio de “Bessias” para entregar documentos a Lula, levantou questionamentos sobre a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil e a possível tentativa de evitar sua prisão.

Agora, com a indicação ao STF, Jorge Messias se prepara para um novo capítulo em sua carreira, que será marcada pela sabatina no Senado e, se aprovado, pela atuação como ministro da mais alta corte do país. Sua experiência na AGU e seu histórico de proximidade com o governo Lula certamente influenciarão sua atuação no tribunal.

Fonte: http://ric.com.br

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