Em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos, o governo venezuelano anunciou uma estratégia controversa de defesa. Diosdado Cabello, figura chave do governo e Ministro do Interior, Justiça e Paz, revelou planos para mobilizar mais de 4,5 milhões de venezuelanos em preparação para um possível ataque. O anúncio, feito na última segunda-feira, sinaliza uma escalada nas medidas de prontidão do país.
Parte dessa estratégia inclui o treinamento de milícias chavistas no uso de flechas envenenadas. Segundo Cabello, a ideia é que indígenas compartilhem seus conhecimentos sobre venenos paralisantes e letais extraídos de plantas locais. Essa abordagem incomum levanta questões sobre a natureza da resposta que a Venezuela planeja em caso de conflito.
“Estamos nos preparando para defender nossa pátria de qualquer agressão”, declarou Cabello, justificando a medida como uma resposta necessária às contínuas ameaças percebidas por parte dos Estados Unidos. A declaração, contudo, gerou controvérsia e preocupação tanto dentro quanto fora da Venezuela, devido à natureza potencialmente desumana do armamento.
O plano de treinamento com flechas envenenadas se soma a outras iniciativas de mobilização popular, indicando uma estratégia de defesa baseada na participação em massa e no uso de recursos locais. A eficácia e a ética dessa abordagem, no entanto, permanecem sob intenso debate, em um contexto já marcado por instabilidade política e econômica na Venezuela.
Fonte: http://vistapatria.com.br
