A crise do Banco Master impulsionou a oposição a montar uma CPMI, que já tem 187 assinaturas e busca atingir 198 para investigar a tentativa de compra pelo BRB, a liquidação pelo Banco Central e possíveis interferências externas.
A crise envolvendo o Banco Master ganhou novos contornos políticos e passou a dominar a agenda da oposição em Brasília, mesmo durante o recesso parlamentar. Em uma mobilização considerada enérgica e incomum para o período, deputados e senadores avançaram de forma acelerada na coleta de assinaturas para a instalação de uma CPMI, que pretende investigar a tentativa de compra da instituição pelo BRB, o processo de liquidação conduzido pelo Banco Central e possíveis interferências externas no caso.
Na terça-feira (30), o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), articulador do requerimento, informou que a CPMI do Banco Master já alcançou 187 assinaturas, ficando a apenas 11 do mínimo exigido pelo Congresso Nacional para a abertura da comissão. Para que a CPMI seja instalada, são necessárias 198 assinaturas, sendo 171 de deputados e 27 de senadores — o equivalente a um terço da composição de cada Casa.
Jordy afirmou que faltam sete deputados e quatro senadores para atingir o número necessário e que a meta da oposição é alcançar o mínimo ainda antes do fim do recesso.





