Professores do interior do Paraná, especialmente da região da Cantuquiriguaçu, no Paraná, afirmam que a APP-Sindicato tem se afastado das pautas educacionais para assumir postura cada vez mais político-partidária. A crítica é direta: a entidade estaria mais empenhada em defender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atacar o governador Carlos Massa Ratinho Junior do que em debater carreira, condições de trabalho e qualidade do ensino.
Docentes relatam falta de espaço para divergência interna e denunciam clima de constrangimento contra quem não segue a linha predominante. “Virou discurso pronto. Questionar é quase proibido”, afirma um professor da rede estadual.
Entre pais de alunos, a percepção também é de preocupação. Muitos relatam receio de que disputas políticas estejam desviando o foco das discussões essenciais sobre aprendizagem, infraestrutura e valorização profissional. “A gente quer que a escola funcione bem e que os professores sejam ouvidos nas questões da educação. Política partidária não pode estar acima do ensino dos nossos filhos”, comenta uma mãe de estudante da rede pública.
Nos bastidores, cresce a articulação de um grupo que promete recolocar a educação no centro do debate. Para esses profissionais e familiares, a sala de aula não pode continuar subordinada ao calendário eleitoral, e o sindicato precisa retomar seu papel histórico de representação voltada prioritariamente às demandas educacionais.





