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O Preso é o destaque da agenda cultural de Curitiba

A folia de Carnaval afasta muitos curitibanos da capital do Paraná, mesmo assim a cidade vai ter altos agitos no final de semana, ...[ Leia completo ]


A folia de Carnaval afasta muitos curitibanos da capital do Paraná, mesmo assim a cidade vai ter altos agitos no final de semana, desde desfile na Marechal Deodoro até o monólogo o Preso, com Ulisses Iarochinski, no Teatro José Maria Santos, sem contar com a Zombie Walk, na Rua XV ou a popular Rua das Flores.

O Preso transforma temas como corrupção, fanatismo e falsa moral em um retrato ácido do Brasil contemporâneo, fique ligado que as apresentações rolam de hoje a domingo, sempre às 20h. Quem perde esta semana tem mais cinco chances, o espetáculo fica em cartaz entre 18 a 22 de fevereiro, às 20h.

O Museu Oscar Niemeyer oferece a oficina Arquitetura de Sensações. Em um percurso pela área externa do Museu, participantes vão observar e registrar linhas, formas e sensações do conjunto arquitetônico. Ao final, essas percepções ganharam cor em desenhos feitos com diversos materiais. A atividade é gratuita e acontece na quarta-feira (18), entre às 10h30 e às 14h30, no Espaço das Oficinas.

O ateliê da Academia Alfredo Andersen recebe o primeiro residente de 2026, Rafael Codognoto. Até 7 de março, o artista paranaense ocupará o ateliê para criar um mapa têxtil dos entornos do museu e, a partir de objetos coletados nas ruas, produzir obras que darão novo significado aos itens selecionados. A participação do público na residência de Rafael é gratuita e sem necessidade de inscrição. De terça a sábado, ele estará na frente do museu, às 8h50, para começar a caminhada e coleta de objetos.

Durante o feriado de Carnaval, os equipamentos culturais do Estado terão horários especiais de funcionamento. A Biblioteca Pública do Paraná fecha de sábado a terça (14 a 17) e o MAC-PR (na Sede Adalice Araújo) de sábado a terça-feira (14 a 17). Ambos os espaços retornam às atividades a partir de quarta-feira (18), no período da tarde.

O MUPA, o Museu Casa Alfredo Andersen e o MIS-PR suspendem as visitas apenas na segunda-feira (16). O MON e as salas de exposição do MAC-PR no MON permanecem abertos em todos os dias de folia.

Confira a programação cultural completa:

Carnaval em todo o Paraná

Há diversos lugares e atrativos para aproveitar a festividade no Estado, do tradicional ao alternativo, em meio à folia ou descansando na natureza.

A Capital é um dos destaques. A expressão “Curitiba não tem Carnaval” envelheceu, até porque as festividades na cidade seguem em alta a cada edição – e 2026 também promete ser de movimento intenso. Serão desfiles de escolas de samba e atividades que atraem famílias e turistas às ruas, movimentando hotéis, restaurantes, bares e demais serviços.

Neste ano, as escolas Mocidade Azul, Imperatriz da Liberdade, Acadêmicos da Realeza, Enamorados do Samba e Deixa Falar disputam o título do grupo especial nas noites de sábado (14) e domingo (15), na Rua Marechal Deodoro, no Centro. Já a Zombie Walk é o destaque no dia 15 de fevereiro, a partir das 9h, na Praça Osório, quando os mortos-vivos e personagens da cultura pop tomam conta das ruas.

Outra celebração bem popular e tradicional no Paraná é o Carnaval de Tibagi, nos Campos Gerais, entre 13 e 17 de fevereiro, na Praça Edmundo Mercer, em frente à Prefeitura, e encerramento especial na Orla. A programação completa reúne atrações musicais, matinês, corso carnavalesco e shows nacionais e locais.

No Oeste, Cascavel terá o Carnaval na Praça 2026, no dia 14, na Praça Wilson Joffre, com atrações e celebração para toda família, inclusive às crianças. Na região Central, Guarapuava terá atrações do dia 15 até 17, ocupando o Aterro do Lago e Parque do Lago, com matinês, shows musicais, rodas de samba e desfiles.

No Litoral, Antonina tem uma das festas de Carnaval mais tradicionais do Brasil. Com mais de 100 anos de história, a cidade adota para este ano o tema oficial “Carnaval por Natureza”, celebrando a riqueza do patrimônio natural do município.

Em Matinhos, serão atrações em diversos balneários, com passagens de trios elétricos dos dias 14 a 16, além de desfiles e fanfarras como o Caiobanda, Matinbanda, Carnafolia e Ressacão de Carnaval, nos dias 14, 15, 16 e 20. Outro destaque é o show do Olodum. Guaratuba e Pontal do Paraná também têm programações extensas de Carnaval.

Centro Cultural Teatro Guaíra

Teatro José Maria Santos

“O Preso” – O palco do Zé Maria recebe o espetáculo “O Preso”, montagem que transforma temas como corrupção, fanatismo e falsa moral em um retrato ácido do Brasil contemporâneo. As apresentações acontecem nesta semana, de 13 a 15 de fevereiro, e também na próxima, de 18 a 22, de quarta a domingo, sempre às 20h.

Escrita e dirigida por Jul Leardini, a peça propõe um espelho incômodo da sociedade brasileira ao evidenciar as contradições entre os discursos de moral, família, religião, patriotismo e práticas recorrentes marcadas por corrupção, cobiça e violência. Os ingressos estão à venda no DiskIngressos e na bilheteria do Teatro José Maria Santos, que abre uma hora antes de cada sessão, com valores entre R$ 36 (inteira) e R$ 18 (meia-entrada).

Museu Oscar Niemeyer (MON)

Visita guiada fevereiro | Sessão 2 – Na sexta-feira (13), tem início, às 15h, a visita guiada promovida pelo Setor Educativo do MON para conhecer em detalhes a arquitetura, o acervo e as exposições do Museu Oscar Niemeyer. Para participar, é preciso comprar o ingresso comum (inteira, meia-entrada ou isento), juntamente com o ingresso da visita guiada. O ponto de encontro é em frente à bilheteria.

Oficina | Arquitetura de Sensações – Que sensações a arquitetura do MON te desperta? Em um percurso pela área externa do museu, observe e registre linhas, formas e sensações do conjunto arquitetônico. Ao final, essas percepções ganham cor em desenhos feitos com diversos materiais. A atividade é gratuita e acontece na quarta-feira (18), entre as 10h30 e as 14h30, no Espaço das Oficinas. As inscrições são liberadas com 15 minutos de antecedência e seguem a ordem de chegada.

Em cartaz – Diversas exposições estão em cartaz: “Teia à Toa”; “Veemente”; “Pure Gold”; “Através”; “Sonhos de Cinema”; “O mundo lúdico dos Mangás e Animes”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”; “MON sem Paredes”; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “Trilhos e Traços – Poty 100 anos”; “Pátio das Esculturas”; “Espaço Niemeyer”; “Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra” e “A Cor e o lirismo de Alberto Massuda”.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Em cartaz – “EntreLinhas, Cores e Linguagens – 55 Anos de MAC-PR” nas salas 08 e 09 do MAC no MON; “Costa Oeste” na Sede Adalice Araujo.

Biblioteca Pública do Paraná (BPP)

Por conta do Carnaval, a Biblioteca Pública do Paraná entrará em recesso a partir de sábado, 14 de fevereiro, e retoma o atendimento na quarta-feira, dia 18, às 14h, com funcionamento até 20h.

Cândido nº 167 – Apocalipse literário – A primeira edição do ano do Jornal O Cândido debate o uso da Inteligência Artificial (IA) na produção literária, fenômeno recente que tem impactado várias esferas do setor. Os repórteres do jornal, Felipe Azambuja e Isa Honório, conversaram com especialistas, escritores e editores para entender como isso está repercutindo e quais são as análises e visões de quem está diretamente no front da discussão. Para aprofundar mais o assunto, a retranca traz sugestões de livros sobre a IA, alguns inclusive de autoria dos entrevistados da reportagem.

A entrevista desta edição, assinada por João Lucas Dusi, é com o escritor Pedro Lucca, que acaba de lançar “Tijolos & Babel”, pela Madame Psicose, seu livro de estreia. O multiartista Fausto Fawcett traz o texto “O Suco da Laranja Mecânica é Água Viva”, em sua coluna Crônicas Vertigens. Na Seção Literatura, Caetano Negrão publica um trecho inédito de seu recém-lançado romance “Marginal” (7Letras), além de um texto de introdução do próprio autor sobre o ato da escrita.

O ensaio “Manter o mundo seguro para a Poesia”: arquivo em Anne Waldman, é sobre a poeta estadunidense, cujo compromisso vai muito além de escrever poemas, dedicando sua vida à criação e preservação de comunidades poéticas, escrito por Luna Madsen. Betina Juglair, escritora e artista visual brasileira residente em Porto (Portugal), publica o conto “Borbotos”, vencedor na categoria de Literatura da Mostra Nacional de Jovens Criadores, organizada pelo Gerador, em Portugal, em 2025. Ainda: um poema inédito de Julia Mateus.

Na seção de Artes Visuais, o Cândido publica uma charge da ilustradora e quadrinista Babi Ribeiro inspirada no escritor Stephen King. A arte da capa é um recorte do tríptico “As Tentações de Santo Antão”, de Hieronymus Bosch (1450-1516), pintor e gravador brabantino. Seus trabalhos retratam figuras simbólicas complexas, originais e imaginativas – com intervenções de colagens realizadas pelo designer do jornal, Iuri de Sá. A proposta é demonstrar que apenas um ser humano é capaz de produzir imagens como estas, a fim de contextualizar a pauta principal desta edição.

PROJETOS FIXOS

SEÇÃO BRAILLE

Cine Inclusivo – Sessões de filmes com audiodescrição e janela de libras para pessoas com deficiência visual e auditiva.

Títulos disponíveis:

“Além da Escuridão” | Classificação: 14 anos | Duração: 1h 36 minutos

“Cartas para Julieta” | Classificação: 10 anos | Duração: 1h 45 minutos

“Turma da Mônica em Cinegibi, O Filme” | Classificação: Livre | Duração: 1h 15 minutos

Dias: até 27 de fevereiro

Horário: 8h30 às 18h – segunda a sexta-feira

Local: Seção Braille

Agendamento pelo telefone (41) 3221-4985

Museu Paranaense (MUPA)

“Teoria da Flutuação” – Últimos dias para visitar a exposição do mineiro Marcus Deusdedit. Composta por imagens de arquivos não-formais, produzidas e coletadas nas mídias digitais contemporâneas, a mostra segue no MUPA até 22 de fevereiro. Em formato de instalação multimídia, o trabalho propõe uma reflexão sobre o próprio conceito de “arquivo” e sobre o que é – ou não – considerado legítimo de ser arquivado. Trata-se do segundo projeto selecionado pelo V Edital de Ocupação do Espaço Vitrine, lançado em 2025.

Em cartaz – Diversas exposições estão em cartaz: “Céu-Eclipse”; “Teoria da Flutuação”; “Objeto Sujeito”; “Nosso estado: vento e/em movimento”; “Mejtere: histórias recontadas”; “Ephemera/Perpétua”; “Lange de Morretes: entre-paisagens”; “Numismática e cultura material”.

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Residência Artística – O ateliê da Academia Alfredo Andersen recebe o primeiro residente de 2026, Rafael Codognoto. Até 7 de março, o artista paranaense ocupará o ateliê para criar um mapa têxtil dos entornos do museu e, a partir de objetos coletados nas ruas, produzir obras que darão novo significado aos itens selecionados.

A participação do público na residência de Rafael é gratuita e sem necessidade de inscrição. De terça a sábado, ele estará na frente do museu, às 8h50, para começar a caminhada e coleta de objetos. As pessoas que quiserem podem encontrar Rafael nesse horário e participar da caminhada, que durará em média de 25 minutos. Após as coletas, os participantes são convidados a conhecer o museu e depois o ateliê da residência, onde podem ver mais dos trabalhos do artista.

Alfredo Andersen – Nesta exposição permanente o público pode conhecer e apreciar as obras e objetos que contam a história do norueguês Alfred “Alfredo” Andersen, o pai da pintura paranaense. Ao desembarcar no Paraná em 1892, Andersen começou uma jornada que consolidou seu trabalho como pintor, educador e agente cultural. Como seu legado, fundou instituições de ensino e trouxe novas técnicas para o cenário artístico paranaense. Entre retratos e paisagens, conheça a produção artística do homem que dá nome ao Museu Casa.

“Calderari: amar, além do mar” – A mostra presta homenagem a Fernando Calderari, um dos pioneiros do abstracionismo no Paraná, reunindo pinturas, gravuras e objetos que revelam sua trajetória artística que marcou profundamente a arte paranaense. O título remete à amplitude e à riqueza de sua produção, que vai muito além das conhecidas cenas marítimas. A exposição também evidencia a linhagem artística do Paraná, da qual Calderari faz parte: discípulo de Theodoro De Bona, que por sua vez foi discípulo de Alfredo Andersen, que deu nome ao museu. Assim, a mostra ressalta a continuidade e a força de uma tradição que une mestres e discípulos, marcando gerações de artistas no Estado.

Museu da Imagem e do Som (MIS-PR)

“Desse Lado do Muro” – A mostra que ocupa o antigo Centro de Triagem no MIS-PR apresenta uma seleção de imagens feitas em 18 presídios de sete países da América Latina pelos fotógrafos Erick Dau, Francisco Proner e Thiago Dezan. Ambientada entre celas e grades originais, a exposição convida o público a refletir sobre a realidade do sistema prisional latino-americano, por meio de fotografias em grande escala, vídeos captados nos presídios visitados, lambes e projeções.

“Sinestesia dos Objetos” – A exposição enaltece experiências e sentidos criados por equipamentos e tecnologias, contemplando os segmentos fotografia, televisão, cinema, rádio e disco. A proposta é estabelecer uma reflexão sobre a imagem e o som a partir desses objetos com as nossas vidas. Por meio de uma seleção de itens tridimensionais do acervo do museu, como discos, fitas cassetes, televisores e câmeras fotográficas, a exposição proporciona um diálogo histórico desses equipamentos. A mostra destaca a importância e o impacto das conexões e experiências sensoriais que essas ferramentas produzem e a contribuição simbólica das mídias no dia a dia das pessoas.

Foto Brasil – Entre o acervo do museu, uma coleção chama atenção: os registros do Foto Brasil. Encontram-se diversos registros do histórico estúdio curitibano Foto Brasil, responsável por registrar os eventos das famílias da capital paranaense e por deixar gravada a identidade da cidade por meio de técnicas fotográficas criadas entre 1930 e 2001, período de sua atividade.

Durante mais de sete décadas, Foto Brasil foi o estúdio fotográfico mais renomado de Curitiba, eternizando em negativos e fotocópias a infância feliz, primeira comunhão, 3×4, aniversários, festas de casamento e muito mais. E agora o público pode conferir essa parte do acervo na exposição “Foto Brasil”, em cartaz no MIS-PR.

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