Por Redação | 19 de Fevereiro de 2026, 11h30
A trajetória de Alexandre de Moraes à frente das principais decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter atingido um ponto de inflexão. Em análise recente, o jurista e colunista André Marsiglia traça um paralelo entre a atual postura do ministro e o fenômeno do “excesso de confiança” que precede desastres aéreos. Para Marsiglia, o isolamento político e a perda de apoio de setores antes coniventes sinalizam que a “ditadura da toga” pode estar com os dias contados.
O Fim da Tolerância Seletiva
De acordo com o texto, a força de Moraes — consolidada desde 2019 — sustentou-se em uma espécie de pacto tácito com a grande imprensa e a intelectualidade brasileira. Enquanto o aparato jurídico de exceção era voltado ao sufocamento do bolsonarismo, o arbítrio era tolerado sob o pretexto de uma “finalidade política virtuosa”.
Entretanto, o cenário de 2026 apresenta variáveis distintas:
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Enfraquecimento da Direita: Com um Jair Bolsonaro politicamente debilitado, a justificativa da “ameaça radical” perde tração.
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Interesses em Conflito: A tentativa de blindagem de ministros em meio a negociações polêmicas começou a gerar desconforto na opinião pública.
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Mudança de Crítica: O que antes era aplaudido como “defesa da democracia” passa a ser lido como puro autoritarismo por setores que antes silenciavam.
O Paralelo Histórico
Marsiglia compara o momento atual com a derrocada do regime militar de 1964. Segundo o autor, regimes autoritários tornam-se insustentáveis quando transcendem o alvo inicial e passam a atingir a classe média, jornalistas e artistas. No caso de Moraes, a perseguição a servidores da Receita Federal e a insistência em métodos centralizadores seriam os “gritos de agonia” de quem percebe o poder escorrer pelas mãos.
“Moraes está fazendo o que sempre fez; o que mudou foi a crítica. Os tempos mudam, a roda da fortuna gira, os interesses trocam de mãos.” — André Marsiglia.
Um Novo Geisel?
A análise levanta uma hipótese sobre o futuro da Corte. Após o afastamento do ministro Dias Toffoli e a redistribuição do polêmico “Caso Master” para André Mendonça, surge a dúvida se o tribunal estaria buscando uma figura para liderar uma “reabertura” institucional.
Para o colunista, embora Moraes ainda conte com o apoio de “juristas pelegos” e de uma “velha imprensa conivente”, seu isolamento é crescente. A conclusão é de que o processo de “desova” dessa estrutura de poder é longo e complexo, mas a queda do protagonismo de Moraes já não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”.
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