Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram carta aberta acompanhada de abaixo-assinado em que denunciam episódios de represália interna e pedem apoio público à autonomia institucional do órgão, além de mudanças no modelo de escolha da presidência.
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O manifesto intensifica a crise interna envolvendo a gestão de Marcio Pochmann, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual governo sob críticas de servidores e de especialistas em estatística pública.
Segundo o documento, o conflito com a direção teria se agravado nos últimos meses em razão de exonerações, reestruturações e relatos de pressão interna. Os servidores afirmam que o debate não é político-ideológico, mas institucional.
Na carta, o grupo sustenta que a credibilidade do IBGE foi construída ao longo de décadas com base em rigor metodológico, neutralidade técnica e compromisso com o interesse público. O texto afirma que o instituto deve operar como órgão de Estado, não de governo.
O documento não é formalmente ligado à entidade sindical da categoria, mas a Assibge-SN declarou que o conteúdo reflete reivindicações já apresentadas em mobilizações anteriores e aponta “insatisfação generalizada” entre servidores.
Entre os pontos defendidos estão maior blindagem técnica da instituição, transparência em decisões administrativas e revisão do modelo de nomeação da presidência — tema recorrente em debates sobre governança de órgãos estatísticos.
A crise ocorre em um momento sensível para o IBGE, responsável por dados que orientam políticas públicas, decisões econômicas e planejamento governamental. Questionamentos sobre autonomia e governança tendem a ter impacto direto na percepção de credibilidade das estatísticas oficiais.
Procurado, o IBGE ainda não se manifestou sobre o teor da carta até a última atualização desta reportagem.
Fonte:Agora Brasil Notícias





