O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) assinou a ordem de serviço para a construção do novo Mercado de Flores da Ceasa Curitiba, acompanhado do prefeito Eduardo Pimentel; do secretário das Cidades, Guto Silva (PSD); do secretário da Agricultura, Marcio Nunes e do diretor Eder Bublitz, com investimento previsto de R$ 50 milhões.
A estrutura terá quase três vezes a área do espaço atual e contará com projeto arquitetônico de Domingos Bongestabs, responsável por obras como a Ópera de Arame, a Universidade Livre do Meio Ambiente e o Espaço das Américas. A proposta é reunir comercialização, visitação pública e atividades voltadas ao turismo na região Sul da capital.
Segundo o governo estadual, o empreendimento pretende ampliar a capacidade de atendimento aos produtores e permissionários, além de oferecer infraestrutura adequada para eventos e feiras temáticas. Ratinho Junior afirmou que a iniciativa busca estimular a cadeia produtiva da floricultura, responsável por geração de renda no campo e nos centros urbanos. Ele destacou que mulheres representam parcela significativa na produção e na gestão de propriedades voltadas ao cultivo ornamental.
O governador também mencionou que o segmento apresenta potencial de expansão no país e que o novo espaço poderá atrair visitantes de municípios vizinhos, como Araucária e Fazenda Rio Grande. A Ceasa informa que o complexo atualmente gera cerca de 6 mil empregos diretos e movimenta toneladas de produtos hortigranjeiros diariamente. Com a obra, a expectativa é ampliar postos de trabalho, fortalecer o comércio especializado e criar área destinada a convivência, gastronomia e capacitação técnica para produtores.
Ratinho Junior também ressaltou a importância da Ceasa para a economia paranaense. “É como se fosse um grande supermercado do que produzimos no campo. Ao mesmo tempo, são poucas indústrias na região que geram 6 mil empregos diretos. Com o Mercado de Flores vamos ampliar essa geração de emprego local, valorizar a venda dos permissionários que já comercializam flores em um espaço que hoje não é adequado à importância que o setor tem e, ao mesmo tempo, criar mais uma vocação, que é o turismo”, finalizou.
É o maior investimento recente em infraestrutura da Ceasa de Curitiba. O novo mercado de flores contará com 4,8 mil metros quadrados (m²) de área construída, quase três vezes maior que os atuais 1,7 mil m². Essa ampliação possibilitará que o número de boxes passe de 42 para 84 unidades, dobrando a capacidade de comercialização e, dessa forma, fortalecendo a floricultura e os produtores no Estado.
Com a utilização de estruturas metálicas e cobertura em vitral, o novo espaço irá privilegiar a iluminação natural, fazendo com que as flores e plantas ornamentais sejam beneficiadas, garantindo maior qualidade. O visual remete a uma estufa, ao estilo do Jardim Botânico de Curitiba, criando um novo ponto turístico, uma vez que contará com praça central, área de eventos e realização de feiras do produtor e praça de alimentação. A área externa será arborizada, proporcionando um ambiente que une funcionalidade, sustentabilidade e identidade arquitetônica.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirmou que o novo espaço visa estruturar ainda mais a produção de flores no Estado. “Ela organiza e impulsiona toda cadeia produtiva. Além de ser um grande potencial gerador de turismo para Curitiba e o Estado, atraindo visitantes de todo o mundo, o projeto aponta um novo norte para o agronegócio paranaense. Ele mostra que há espaço para diversificação, agregação de valor e geração de renda ao produtor rural”, opinou.
“Nós precisamos garantir a sucessão familiar no campo. Hoje é difícil permanecer na atividade rural. O agricultor precisa de crédito com juros acessíveis, de seguro agrícola, de apoio e a diversificação é fundamental. Na produção de flores, hortifrutigranjeiros e outras culturas de maior valor agregado, há uma possibilidade real de aumento de renda, permitindo que filhos e filhas queiram permanecer no campo, garantindo a segurança alimentar do Paraná, do Brasil e do mundo”, disse.
A estrutura que será construída é única no Brasil. Isso porque outros espaços dedicados à comercialização de flores, como em Campinas e Holambra, em São Paulo, são centrados apenas na venda dos produtos. O novo mercado da Ceasa em Curitiba funcionará como um mix entre o atacado e atrativo turístico, sendo aberto a população com opções de gastronomia e espaços para artesanato, por exemplo.
Para o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Bublitz, a obra representa um marco na história da instituição. “Mudará o rosto da nossa unidade. A Ceasa Curitiba deixará de ser apenas um local de comercialização para se tornar um verdadeiro ponto turístico para a região Sul de Curitiba. Queremos atrair visitantes e integrar este espaço ao roteiro da cidade, gerando orgulho para a comunidade do Tatuquara e novas oportunidades para nossos produtores e permissionários”, declarou.
O projeto arquitetônico do Mercado de Flores foi realizado pelo arquiteto paranaense Domingos Bongestabs, que assina obras icônicas como a Ópera de Arame e a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), ambas em Curitiba, e o Espaço das Américas, em Foz do Iguaçu.
“Será praticamente um monumento, um ícone. Não apenas vai ampliar as atividades da Ceasa nesta área, como também será um elemento de atração turística, trazendo pessoas, novos clientes e visitantes. Isso cria novas demandas e estimula o desenvolvimento da economia local”, falou o arquiteto, sobre o que motivou o estilo do projeto. “Isso tudo aliado a um centro de convivência para a população da região. Para se ter uma ideia, haverá em frente ao edifício uma praça de 12 mil metros quadrados, equipada para lazer, permanência e contemplação. Também estamos substituindo nove mil metros quadrados de concreto do pavimento atual por vegetação, o que reforça o caráter ambiental e paisagístico do projeto”, concluiu.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, salientou que o novo Mercado de Flores será um importante ponto turístico da capital. “O Mercado de Flores une produtor, atacadista e consumidor final. Além da geração de emprego, será um grande espaço de gastronomia e mais um ponto turístico para a região Sul. É uma obra importante que fortalece a união entre Estado, Ceasa e Prefeitura”, comentou.
Investimento que se soma a outros realizados pelo Estado em parceria com a prefeitura, lembrou o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva. “Quando somamos os contornos e as obras urbanas, ultrapassamos R$ 1,5 bilhão em investimentos. É uma nova reconfiguração desse eixo metropolitano da cidade, para desafogar o trânsito e melhorar o dia a dia da população. Essa obra da Ceasa coroa todo esse trabalho. Não é apenas uma intervenção de mobilidade, mas também um projeto que vai transformar a região Sul de Curitiba em um novo centro de turismo e de serviços”, explicou.
“Vivemos um momento extraordinário na relação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. São obras aguardadas há décadas, que estão remodelando a vida nesse eixo metropolitano. Quando listamos todo esse pacote, percebemos que são intervenções que vão impactar diretamente o cotidiano do cidadão”, completou.
INVESTIMENTO CONTÍNUO – O aporte de R$ 50 milhões para construção do novo mercado de flores se soma a uma série de investimentos nas unidades espalhadas pelo Estado. O Mercado do Produtor da Ceasa Curitiba foi reformado e recebeu novo telhado, calhas, tubulações das redes de água e esgoto e recuperação asfáltica do entorno. O investimento foi de R$ 7,75 milhões. Também foi reconstruído o Pavilhão D, atingido por um incêndio em 2024.
No Interior, as unidades também foram contempladas com obras de melhoria, em especial de pavimentação e de eficiência energética. Além de Curitiba, que conta com a central de abastecimento e administração, a Ceasa possui unidades em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá, que juntas receberam nos últimos oito anos R$ 80 milhões em investimentos.
PRODUÇÃO NO PARANÁ – Em 2024, a floricultura manteve participação relativamente pequena no Valor Bruto de Produção (VBP) agropecuária estadual, ainda que represente uma alternativa economicamente viável em diversos municípios. Foram R$ 271,7 milhões, um incremento de 6% frente ao ciclo anterior e o segundo melhor resultado em 10 anos, atrás apenas de 2015 (R$ 292,2 milhões). O principal destaque do período foi o avanço do segmento de plantas perenes e ornamentais, com expansão de 58%.
Os municípios com maior VBP relacionado a flores e plantas ornamentais são Marialva, São José dos Pinhais, Agudos do Sul, Mandaguari e Piên. Os gramados são o principal item comercializado, respondendo por 60,6% (R$ 164,7 milhões), seguido de plantas perenes ornamentais, com 13% (R$ 35,2 milhões); orquídeas, com 9,1% (R$ 24,8 milhões); e os crisântemos, com 4,6% (R$ 12,6 milhões).
Bublitz defende que o investimento servirá de incentivo para ampliar a produção da floricultura paranaense. “A flor é a atividade agrícola que mais gera renda por hectare. Hoje o Paraná importa cerca de 95% das flores que consome. Portanto, é uma oportunidade de entrar de forma competitiva em um mercado bilionário, gerando renda, emprego e fixando jovens e mulheres no campo”, arrematou.
CEASA – A Ceasa Paraná é uma empresa de economia mista vinculada à Seab e administra cinco unidades atacadistas, com um total de 658 empresas permissionárias. Possui 7,2 mil agricultores rurais cadastrados junto aos mercados de produtores, sendo que 1,7 mil são ativos, negociando diretamente suas produções em espaços próprios. Em média, são comercializados por ano cerca de 1,3 milhão de toneladas de hortigranjeiros.
PRESENÇAS – Participaram do evento os secretários estaduais Cleber Mata (Comunicação), Luizão Goulart (Administração e Previdência) e Norberto Ortigara (Fazenda); o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Tordoro; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; os diretores-presidentes do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, e da Adapar, Otamir César Martins; a deputada estadual Márcia Huçulak; o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins; o prefeito de Holambra (SP), Fernando Henrique Capato; prefeitos e demais autoridades.
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Fonte:Blog do Tupan





