A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26, todos os 87 requerimentos em pauta, incluindo a quebra de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão representou uma derrota direta para o governo, que atuou para barrar a votação em bloco e evitar o avanço das investigações.
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Também foram aprovadas medidas contra Roberta Luchsinger, empresária ligada a Lulinha; Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master; Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA); Danielle Fonteles, publicitária associada ao chamado “Careca do INSS”; além da convocação da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e do ex-ministro João Roma.
A sessão terminou em tumulto. Parlamentares governistas avançaram em direção à mesa onde estavam o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa interveio. A transmissão da TV Senado foi interrompida.
Governo tenta barrar votação e sofre revés
O Planalto orientou a base a votar todos os requerimentos em conjunto para derrubá-los de uma só vez. A oposição exigiu votação individual. No painel, governistas registraram apenas sete votos contrários — número insuficiente para impedir a aprovação. Viana proclamou o resultado em votação simbólica.
“Para que a pauta fosse rejeitada, o governo precisava apresentar 15 votos. Vieram com sete. A pauta foi aprovada integralmente”, declarou o presidente da CPI.
Nos bastidores, líderes governistas alegaram que havia direcionamento na escolha dos requerimentos. Randolfe Rodrigues (PT-AP) acusou a comissão de promover investigação seletiva e criticou a reapresentação de pedidos já rejeitados.
A oposição reagiu com críticas à tentativa de blindagem. “Queremos a quebra de sigilo de Lulinha. Queremos transparência total. Quem tenta impedir é a base do governo”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
PF aponta repasses ligados ao “Careca do INSS”
Relatórios da Polícia Federal indicam que Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizou transferências que somam R$ 1,5 milhão para empresa de Roberta Luchsinger. Os valores teriam sido pagos em parcelas de R$ 300 mil. Roberta foi alvo de busca e apreensão e passou a usar tornozeleira eletrônica.
Em dezembro, a CPI já havia rejeitado a convocação de Lulinha após mobilização do governo. Três semanas atrás, nova tentativa de aprovar a quebra de sigilo também foi bloqueada. Agora, o cenário mudou.
Bahia entra no radar
Outro foco da comissão envolve Augusto Lima, responsável pela criação do CredCesta, cartão consignado voltado a servidores públicos. O produto tornou-se peça central nas operações do Banco Master e se expandiu para 24 Estados.
Lima mantém relação com lideranças políticas da Bahia, incluindo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Também transita entre nomes do centro e da direita no Estado.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), elevou o tom ao afirmar que há “um cadáver a ser exumado” na Bahia. Jaques Wagner reagiu, classificando a fala como ataque pessoal e negando ligação com o Banco Master.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reforçou que o CredCesta foi um dos pilares comerciais do grupo financeiro sob investigação.
Reta final da CPI
A reunião é considerada decisiva porque os requerimentos aprovados serão analisados antes de 28 de março, prazo final da comissão. Com a nova configuração, a CPI amplia o alcance das apurações e coloca o entorno do presidente da República sob pressão direta.
Carlos Viana afirmou que a votação representa “uma vitória dos aposentados e pensionistas” e declarou: “O jogo virou”.
Fonte:Hora Brasília Notícias





