Curitiba iniciou 2026 com o maior saldo de empregos formais do país em janeiro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira, dia três de março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A capital paranaense registrou 6.919 postos com carteira assinada no período, resultado da diferença entre 50.056 admissões e 43.137 desligamentos.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e construção civil, que concentraram a maior parte das contratações. O resultado colocou o município na liderança do ranking nacional, à frente de São Paulo, Salvador e Brasília no mesmo intervalo.
Além do saldo, houve variação positiva de 0,84% no estoque de vínculos ativos, indicando ampliação do quadro funcional em diferentes segmentos da economia local. De acordo com os dados oficiais, o crescimento acompanha a expansão de atividades ligadas a tecnologia, comércio e obras de infraestrutura, refletindo a abertura de novas empresas e a retomada de projetos no início do ano.
Segundo o prefeito Eduardo Pimentel (PSD), os números refletem o dinamismo da economia local e o ambiente favorável aos negócios.
“Curitiba tem trabalhado para criar um ambiente seguro para quem investe e para quem quer trabalhar. Esses resultados mostram que estamos no caminho certo, gerando oportunidades e fortalecendo a economia da nossa cidade”, afirma o prefeito.
O resultado de janeiro mantém a capital em trajetória de crescimento e sinaliza um cenário promissor para 2026, com impacto direto na renda das famílias e no fortalecimento da economia.
O Paraná aparece como o quarto estado no ranking nacional de geração de empregos, atrás de Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Ações que aproximam emprego de quem precisa
O avanço na geração de vagas é resultado das ações de intermediação de mão de obra promovidas pela Prefeitura. Feiras e mutirões de emprego são realizados com frequência nas Ruas da Cidadania e até em terminais de ônibus. Em 2025, de janeiro a agosto, 395 empresas participaram dos mutirões, oferecendo 44.130 vagas. Nos eventos, 27.150 pessoas foram atendidas e 6.171 contratadas.
O Sine Móvel tem levado as oportunidades diretamente aos bairros, evitando que o trabalhador precise gastar com passagem de ônibus. Desde o lançamento do programa, já percorreu 17.476 quilômetros. Em 2025, foram 5.568 atendimentos desde 21 de fevereiro. Neste ano, já são 1.114 atendimentos.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins (Novo), a busca ativa é um diferencial da gestão. “Estamos indo até onde as pessoas estão. O emprego precisa chegar a quem mais precisa, com menos burocracia e mais agilidade”, afirma o secretário.
Resultado na prática
Danilo Inácio da Silva, auxiliar de cozinha, encontrou uma oportunidade ao passar pela Praça Osório. Saiu do Sine Móvel com encaminhamento para uma vaga na área de carga e descarga. Para ele, o serviço itinerante facilita o acesso ao emprego.
“Às vezes, a gente chega na sede do Sine e está lotado, assim a unidade móvel consegue desafogar, saio daqui com indicação de um emprego e com muita esperança”, afirma.
Outro programa que tem ampliado o acesso às oportunidades é o Tarifa Zero a Caminho do Emprego. Lançado em fevereiro de 2025, o programa garantiu transporte gratuito para entrevistas a 6.565 trabalhadores. O benefício permite que pessoas desempregadas participem de processos seletivos sem arcar com o custo da passagem.
Morador do Umbará, Fabiano Temiski Muniz utilizou o programa para participar de uma seleção no Bairro Alto e foi contratado por uma empresa de call center. “Foi importante para que eu conseguisse me locomover até a entrevista, já que fazia meses que eu estava desempregado”, relata.
Ambiente favorável para quem gera empregos
Além de facilitar a vida de quem busca uma vaga, Curitiba avançou na modernização do ambiente de negócios. O decreto 2.350 instituiu o Facilita Mais, ampliando de 606 para 1.200 as atividades consideradas de baixo risco, dispensadas de alvarás e licenças. O decreto também simplifica a abertura de empresas de médio risco, que passam a receber alvará automático após a criação do CNPJ.
“Entendemos que quem quer empreender precisa de apoio e não de obstáculos. Ao facilitar a vida de quem produz riqueza, geramos mais empregos e fortalecemos a economia da cidade”, afirma Paulo Martins.
Curitiba também é hoje a capital mais rápida para abertura de empresas no país. O tempo médio é de duas horas, muito abaixo da média nacional de 21 horas, reforçando a eficiência dos processos e o ambiente favorável para novos negócios.
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Fonte:Blog do Tupan





