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Fator Alexandre Curi e a decisão de Ratinho Junior

A jornalista política do Bem Paraná Martha Feldens analisa que a decisão do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) de desistir da disputa ...[ Leia completo ]


A jornalista política do Bem Paraná Martha Feldens analisa que a decisão do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) de desistir da disputa presidencial para se dedicar à sucessão estadual reposiciona o Paraná no centro do debate político nacional. A eleição de outubro deixa de ser apenas mais uma disputa regional e passa a ser observada como um dos principais termômetros do país.

Não há dúvida de que o atual governo entregou resultados expressivos. O estado avançou em indicadores econômicos, ganhou protagonismo nacional em sustentabilidade e inovação e deve encerrar o ciclo com índices elevados de aprovação. Mas também é fato que houve erro de timing político. Ao apostar na transferência de votos automática e adiar a definição de um sucessor, o governador abriu espaço para que Sergio Moro (PL) se movimentasse com antecedência e consolidasse posição como favorito no cenário atual.

A aposta do núcleo mais próximo a Ratinho Junior – comenta-se – era o secretário das Cidades Guto Silva (PSD). Mas, mesmo com uma secretaria robusta nas mãos, uma superexposição nas principais ações do governo e mais de 2 mil convênios anunciados (mas não entregues) com as prefeituras, não conseguiu se viabilizar junto a prefeitos, deputados e, principalmente, ao eleitorado, estacionando nos 5% nas principais pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora.

Diante disso, setores do grupo governista buscam alternativas. O nome de Eduardo Pimentel (PSD) passou a circular nos bastidores. Fontes governistas mais sensatas garantem “ É um balão de ensaio”. Pimentel por sua vez afirmou categoricamente em declarações públicas em sentido contrário. O prefeito sabe que essa hipótese esbarra em um obstáculo evidente: o eleitor de Curitiba. Uma eventual saída da prefeitura com menos da metade do primeiro mandato cumprido não seria apenas um cálculo político — seria interpretada como quebra de compromisso com a cidade. E mais: há um componente simbólico relevante. Na chamada “República de Curitiba”, marcada pelo protagonismo da Operação Lava Jato, renunciar ao cargo para enfrentar justamente o principal nome associado a essa operação não soa como estratégia — soa como improviso.

Enquanto isso, longe dos holofotes e sem movimentos bruscos, um nome segue estruturado e consolida-se: Alexandre Curi. Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi reúne atributos que o colocam como peça central no tabuleiro. Está em seu sexto mandato consecutivo, construiu uma base política robusta e foi reiteradamente testado nas urnas, com votações expressivas em praticamente todo o Estado. Mais do que capital eleitoral, sua passagem pela presidência da Assembleia reforçou um ativo raro: capacidade de gestão. Sob sua condução, o Legislativo paranaense alcançou 100% nos critérios do Programa Nacional de Transparência Pública, sendo reconhecido como o mais transparente do Brasil.

O resultado reflete uma transformação institucional consistente, com modernização de processos, ampliação do acesso à informação e controle rigoroso de gastos. Além disso, a criação do primeiro Código de Ética e Decoro da Casa estabeleceu parâmetros claros de conduta parlamentar, contribuindo para reduzir tensões e dar previsibilidade ao ambiente político. Soma-se, aí, a atuação articuladora ainda antes de presidir a ALEP, que também foi decisiva para garantir celeridade na tramitação de projetos estratégicos do Executivo, elemento-chave para o atual cenário de estabilidade institucional no Estado. No campo partidário Alexandre Curi vem sendo procurado por diversos partidos, que o querem encabeçando uma chapa na eleição de outubro. Mas, até o momento, vem manifestando preferência por manter-se no PSD, dando sequência ao projeto de Ratinho Junior.

Assim, deste contexto, há um ponto incontornável: qualquer, senão todas as soluções para que finalmente o campo governista tenha uma chapa competitiva, passam por Alexandre Curi. Convencer a arriscadíssima participação de Eduardo Pimentel na chapa, passa por ele. Reconstruir pontes com Rafael Greca (MDB), passa por ele. Mobilizar uma base de mais de 200 prefeitos, passa por ele. Reorganizar uma base parlamentar hoje inquieta com a indefinição, passa por ele.

Nos últimos anos, as principais decisões políticas do Paraná tiveram, direta ou indiretamente, a participação de Alexandre Curi. E tudo indica que, nesta eleição, não será diferente. Porque, no fim das contas, mais do que nomes, pesquisas ou cenários, o que está em jogo é quem tem capacidade real de construir maioria, organizar alianças e sustentar um projeto político. Hoje, esse eixo tem um nome claro.

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Fonte:Blog do Tupan

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