O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSD) afirmou que a decisão do Ministério dos Transportes de suspender multas e pontuações na carteira de habilitação por evasão de pedágio no sistema eletrônico conhecido como free flow ocorreu após mobilização de usuários e atuação de representantes políticos. Segundo ele, a medida reconhece dificuldades enfrentadas por motoristas que não conseguiram efetuar o pagamento dentro do prazo estabelecido.
A cobrança começou no início do ano em rodovias concedidas nas regiões Norte, Noroeste e Sudoeste do Paraná, por meio de pórticos que identificam os veículos sem a necessidade de parada. O parlamentar apontou falhas operacionais, incluindo problemas de sinalização e comunicação com os condutores, além de dificuldades no acesso aos canais de quitação, o que teria contribuído para o elevado número de autuações registradas nos primeiros meses de funcionamento.
Romanelli avaliou que a suspensão das penalidades representa uma correção de rota por parte do governo federal, ao admitir a necessidade de ajustes no período de adaptação. Dados divulgados por órgãos do setor indicam milhões de registros de não pagamento, o que, na análise do deputado, evidencia questões estruturais no modelo adotado.
Especialistas em mobilidade destacam que o sistema de pedágio eletrônico exige campanhas informativas mais amplas e integração com aplicativos e meios de pagamento para reduzir falhas. O Ministério dos Transportes informou que deve revisar procedimentos e ampliar a divulgação das regras, além de estudar alternativas para facilitar a regularização de débitos pelos usuários.
Cautela
A pressão de usuários e de lideranças políticas contra o sistema free flow, segundo Romanelli, deve ser mantida. “Essa suspensão não pode ser apenas uma jogada política para depois das eleições. Queremos um pedágio moderno, cobrado por quilômetro rodado e com respeito ao usuário”, defendeu.
O governo federal entende que a suspensão é necessária para que ocorram ajustes técnicos fundamentais na estrutura de cobrança. Atualmente, o não pagamento configura infração grave, com multa de R$ 195,23 e a soma de cinco pontos na CNH. O Ministério dos Transportes explicou que a mudança no free flow visa garantir uma transição mais justa e eficiente para o novo modelo tecnológico de livre passagem.
“Ainda assim, é fundamental manter a cautela. A suspensão das penalidades não pode ser apenas uma medida temporária ou, pior, uma decisão de conveniência política. O Brasil se aproxima de um novo ciclo eleitoral, e seria inaceitável que o rigor das multas retornasse após as eleições, como se nada tivesse acontecido”, finalizou Romanelli.
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Fonte:Blog do Tupan





