Em meio a três intensas brigas políticas que movimentaram a última semana em Laranjeiras do Sul, um episódio curioso acabou ficando em segundo plano — mas ganhou força nos bastidores e nas conversas do dia a dia: uma unha encravada que virou motivo de crise conjugal.
Na sexta-feira, uma conhecida professora da cidade se envolveu em uma confusão daquelas com o marido, representante comercial que há anos sofria com uma dolorosa unha encravada. O homem já havia tentado de tudo: tratamentos médicos, receitas caseiras, simpatias e até recorria a analgésicos constantes. Em situações mais extremas, pedia ajuda a um amigo dentista para anestesiar o dedão antes de compromissos importantes.
Mas naquele dia, algo mudou.
Ele chegou em casa animado, assoviando, e anunciou que finalmente havia resolvido o problema com uma podóloga em Guarapuava. A esposa, curiosa, foi conferir — e se deparou com pés impecáveis: unhas feitas, lixadas e com aparência bem cuidada.
Desconfiada, comentou: — “Seus pés estão bonitos…”
E o marido, sem imaginar o que viria a seguir, respondeu: — “Fiz com a Juliana… serviço completo: unhas, pés, massagem nos pés e nas costas… revigorante!”
Foi o estopim.
A professora perdeu a calma, partiu para cima do marido com mordidas e arranhões e, em seguida, armou-se com uma vassoura. O homem saiu correndo e buscou refúgio — pasmem — na casa da sogra.
A mãe da professora tentou conter a situação, passou a noite na casa da filha e o marido acabou dormindo no sofá.
No dia seguinte, ainda abalado, o homem tomou uma atitude inesperada: colocou esposa e sogra no carro e seguiu até Guarapuava. Chegando ao local, pediu atendimento para a esposa com a mesma profissional.
E então veio a surpresa.
A tal “Juliana” era, na verdade, dona Giuliana, uma senhora de 72 anos, podóloga e massagista, que atende na própria residência, onde vive com a família.
Constrangida, a esposa percebeu o equívoco. De volta a Laranjeiras do Sul, ouviu um sermão da mãe e decidiu se redimir: foi ao supermercado, comprou ingredientes a fim de preparar uma lasanha especial como pedido de desculpas.
Mas o desfecho tomou um rumo inesperado.
Ao retornar para casa, encontrou um cenário de vazio. As roupas, calçados e objetos pessoais do marido haviam desaparecido. Restava apenas um bilhete, com uma única palavra:
“cansei”.
Desde então, não há informações sobre o paradeiro do homem ou o futuro do relacionamento.
E assim, entre dor, ciúmes e uma unha finalmente curada, o caso segue sem um “Gran Finale”, mas corre a boca miúda na Terrinha. 😅🔥





