Na pequena e movimentada Vila do Café com Pão, surgiu uma missão digna de filme policial: descobrir quais servidores públicos ousavam cometer o terrível crime de… comprar um salgado no horário do lanche.
Os famosos “Vereadores da Vila”, sempre atentos aos grandes problemas da humanidade, decidiram agir. Afinal, enquanto o mundo discute inflação, saúde e estradas, alguém precisava fiscalizar quem estava tomando café com coxinha às dez da manhã.
E lá foram eles, cheios de autoridade, até o supermercado da cidade. O plano era simples: pedir as imagens das câmeras de segurança para identificar os “suspeitos do misto-quente”. Quase uma operação cinematográfica. Faltou apenas a trilha sonora de investigação e alguém narrando: — “Elemento avistado no corredor dos refrigerantes… repito… elemento carregando dois salgados e um achocolatado.”
Mas o supermercado, que aparentemente conhece um pouco mais de lei do que os investigadores da Vila, respondeu com um elegante: — “Não.”
E foi aí que a operação desmoronou mais rápido que bolacha em café quente.
Descobriram, talvez pela primeira vez, que funcionário público tem direito ao horário de lanche. Sim, vejam só que absurdo: o trabalhador pode sentir fome. Uma informação revolucionária para quem acha que servidor deve sobreviver apenas de vento e reunião.
O mais curioso é que os mesmos vereadores vivem dizendo que são “parceiros” dos donos do supermercado. Parceiros daquele tipo curioso, que ajudam tentando espantar os clientes. Se dependesse deles, o estabelecimento talvez tivesse que criar uma fila secreta: “Caixa 1: clientes normais. Caixa 2: servidores públicos disfarçados.”
(Ou será que o nobres edis, estão a fim de prejudicar até os servidores que jogam no mesmo time que els?)
Na Vila, o povo já comenta que a próxima grande investigação será descobrir quem anda comprando pão francês às 18h. Porque, para os Vereadores da Vila, fiscalização séria mesmo é contar coxinha alheia.
Enquanto isso, os funcionários seguem trabalhando, o supermercado segue vendendo e a população segue assistindo tudo como quem acompanha uma novela de humor — daquelas em que o roteiro parece exagerado demais para ser verdade… mas infelizmente aconteceu na vida real.







