A capital do Paraná ganhou o título de Capital do Hidrogênio Renovável por iniciativa dos deputados estaduais Alexandre Curi (PSD), Gugu Bueno (PSD) e Maria Victoria (Progressistas) e o governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a lei.
Maria Victoria que milita na área disse que a medida reconhece a posição da capital paranaense no desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção e utilização do hidrogênio renovável, setor considerado estratégico para a redução das emissões de carbono, atração de investimentos e ampliação de oportunidades econômicas.
A segunda secretária da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) afirmou que Curitiba reúne centros de pesquisa, iniciativas voltadas à inovação e projetos ligados à nova matriz energética, fatores que contribuíram para a concessão do título. Para ela, o reconhecimento também reforça a participação do Paraná nas discussões sobre transição energética no país.
Nos últimos anos, a cidade ampliou ações relacionadas ao hidrogênio renovável, com iniciativas envolvendo universidades, instituições de pesquisa, setor produtivo e órgãos públicos. Esse conjunto de projetos tem contribuído para a formação de um ambiente voltado ao desenvolvimento tecnológico e à aplicação de soluções ligadas à energia limpa.
O hidrogênio renovável é apontado como uma alternativa para setores que buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Além do uso industrial, a tecnologia vem sendo estudada para aplicações em transporte, geração de energia e armazenamento de eletricidade, áreas consideradas estratégicas para o futuro da matriz energética brasileira.
Um dos pilares é a implantação do HUB de Hidrogênio, iniciativa que reúne universidades, centros de pesquisa, empresas de energia, startups, indústrias e órgãos governamentais, formando um ambiente propício à inovação tecnológica, ao desenvolvimento de aplicações energéticas sustentáveis e à formação de mão de obra especializada.
Outro marco é a implementação de rota de ônibus movido a hidrogênio, projeto que demonstra a viabilidade do hidrogênio como vetor energético para descarbonização do transporte público.
Curitiba também abriga iniciativas de Pesquisa & Desenvolvimento conduzidas por instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Copel e a Sanepar, que investigam novas rotas tecnológicas de produção, armazenamento, transporte e utilização do hidrogênio renovável.
PIONEIRO – Coordenadora da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis da Assembleia Legislativa, Maria Victoria é uma das principais defensoras da pauta no Estado.
Em 2023, o Paraná se tornou o primeiro Estado a aprovar um marco legal específico para o setor, por meio da Lei do Hidrogênio Renovável (21.454/2023), construída com a participação de universidades, empresas, especialistas e representantes do setor produtivo.
Nos últimos anos, a parlamentar vem promovendo debates, audiências públicas e articulações institucionais para atrair investimentos e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da nova indústria energética.
“Temos universidades de excelência, um setor produtivo forte, energia limpa, segurança jurídica e capacidade de inovação. Esse reconhecimento a Curitiba simboliza um trabalho construído por muitas mãos e aponta para um futuro de desenvolvimento sustentável”, ressaltou Maria Victoria.
PRODUÇÃO – Entre os projetos de destaque está a unidade experimental da UFPR, que transforma resíduos orgânicos em hidrogênio renovável por meio de tecnologia inédita no país. O projeto, coordenado pelo professor Helton José Alves, foi desenvolvido em parceria com empresas, centros de pesquisa e a Copel, e colocou Curitiba no mapa nacional da inovação energética.
Outro marco foi a inauguração da planta de hidrogênio renovável da CSN, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Considerada uma das maiores iniciativas do setor na América Latina, a unidade representa um passo importante para a produção de combustíveis limpos e para a descarbonização da indústria.
SOBRE – O hidrogênio renovável é apontado mundialmente como uma das principais alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em setores como indústria, transporte pesado e produção de combustíveis, abrindo novas oportunidades econômicas para estados e países que saírem na frente dessa transformação.
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Fonte:Blog do Tupan







