Por Gelson O Impertinente
LARANJEIRAS DO SUL – Quem passa pelas ruas da cidade e se depara com um impecável Volkswagen Fusca de tom alaranjado reluzente não está apenas observando um clássico automotivo em circulação.
Está, na verdade, testemunhando uma história de família que continua viva e ganha as avenidas da cidade todos os dias.
O veículo, um emblemático modelo da década de 1970, pertence ao servidor público Tide Solano, figura bastante conhecida na região por sua trajetória como ex-atleta de handebol e ex-segurança.
A ligação entre Tide e o “Fuscão” vai muito além da admiração por carros antigos. Trata-se de uma conexão afetiva construída ao longo da vida e profundamente enraizada nas lembranças da infância.
Muito antes de assumir o volante, Tide já nutria um carinho especial pelo automóvel.
Um antigo registro fotográfico da família guarda a imagem do então menino sentado orgulhosamente sobre o paralama do mesmo Fusca. Naquela época, a relíquia pertencia a um de seus tios.
Os olhos da criança já revelavam uma admiração que, décadas depois, se transformaria em uma verdadeira missão de preservação.
O tempo passou. Tide construiu sua trajetória profissional e conquistou destaque no esporte local, mas a paixão de infância permaneceu intacta.
Hoje, sob seus cuidados, o Fusca recebe o tratamento reservado às grandes relíquias.
A conservação do automóvel impressiona. A pintura laranja impecável evidencia o cuidado minucioso do proprietário. Os para-choques e calotas cromadas brilham como se tivessem acabado de sair da fábrica.
Cada detalhe original da carroceria é preservado com dedicação e respeito à história do veículo.
Para muitos moradores de Laranjeiras do Sul, a presença de Tide e seu fiel companheiro de quatro rodas desperta uma saudável nostalgia de tempos em que as relações — e os carros — eram feitos para durar.
Mais do que uma peça de colecionador, o Fusca representa memórias, afeto e a continuidade de um legado familiar.
Na garagem de Tide Solano não existe apenas um automóvel antigo. Existe um verdadeiro santuário de lembranças.
O garoto que um dia sorriu sentado sobre o paralama hoje conduz o volante com orgulho, mostrando que algumas paixões de infância não apenas resistem ao tempo, mas ajudam a preservar a própria identidade de uma família.







