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Matheus Laiola mandou R$ 11 milhões para causa animal de Santa Catarina

O site Metrópoles colocou o presidente do União Brasil do Paraná em saia justa, segundo a reportagem o deputado federal paranaense Matheus Laiola ...[ Leia completo ]


O site Metrópoles colocou o presidente do União Brasil do Paraná em saia justa, segundo a reportagem o deputado federal paranaense Matheus Laiola (UB) teria entregue mais de R$ 11 milhões para a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC), empresa que contratou duas clínicas para o Castra+, uma é investigada pela Polícia Civil do Paraná por ter soltado cães recém-operados em via pública e a outra alvo de busca e apreensão em operação da PF (Polícia Federal), em maio, contra desvio de emendas para castração no Rio de Janeiro.

Matheus Laiola foi eleito como um dos 30 deputados federais do Paraná em 2022 defendendo a causa animal e está se movimentando nos bastidores para tentar a reeleição em 2026.

Leia a matéria do portal de Brasília, publicado ontem, dia 20 de junho de 2026:

Um repasse específico une parlamentares de São Paulo e do Paraná, para além do uso do antigo cargo de delegado como nome de urna e a militância na causa animal. Os deputados Bruno Lima (Podemos-SP) e Matheus Laiola (União-PR) destinaram mais de R$ 11 milhões, cada, para a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC).

Tanto no Paraná, como em São Paulo, as emendas são usadas para viabilizar o Castra+. Programa que percorre cidades dos estados com ambulatórios veterinários móveis para castração e microchipagem de cães e gatos. O Castra + é executado pela CHC, contratada por meio de convênio com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Além desse programa, a organização tem contratos em diversos governos estaduais e municípios. Em Itapema (SC), cidade ao lado de Itajaí, onde a organização é sediada, os repasses à entidade foram suspensos pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TC-SC).

Bruno Lima disse que a responsabilidade do contrato é do Ministério do Meio Ambiente e que desconhece as investigações contra as empresas citadas. Já Matheus Laiola afirmou que “não tem conhecimento algum de irregularidades na execução”.

Denúncia contra CHC
A denúncia no TC-SC aponta uma série de suspeitas de desvio, como uso de contratos para manutenção da sede da entidade e locação de veículos supostamente superfaturados.

Além disso, das duas clínicas contratadas pela CHC para o Castra+, uma é investigada pela Polícia Civil do Paraná por ter soltado cães recém-operados em via pública, e a outra foi alvo de busca e apreensão em operação da Polícia Federal (PF), em maio, contra desvio de emendas para castração no Rio de Janeiro.

Suspeita de pets “fantasmas” em SP
O Metrópoles analisou os microchips de 500 animais atendidos pelo Castra+ em quatro municípios paulistas (Ribeirão Preto, Santana do Parnaíba, Pilar do Sul e Pardinho). Em apenas 61 registros, constam o nome do tutor. Outros 346 não estão registrados no cadastro nacional de animais domésticos (Sinpatinhas) e 93 estão registrados em nome da Clinicão, empresa contratada para os procedimentos.

Entre os casos de cães e gatos que constam como microchipados, mas que não são rastreáveis porque não possuem cadastrados no registro nacional de animais domésticos, está o de um tutor de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, registrado na ficha da castração como Samsung A14.

O alegado humano com nome de modelo de celular seria tutor dos cachorros Negão e Fred, mas o número atribuídos aos pets constam como “microchip não registrado” no cadastro do Ministério do Meio Ambiente.

Já em Pardinho, no interior paulista, a cachorra Quiara foi registrada, conforme a ficha escrita à mão, pelo tutor Leonardo, sem sobrenome. O microchip da cadela, porém, está vinculado ao suposto cão Bolsonaro 17, registrado em nome da Clinicão, clínica contratada com recurso de emenda parlamentar.

O que diz a CHC
A CHC disse que o processo em curso no TC-SC “não mostrou provas concretas de qualquer irregularidade”.

Sobre as emendas encaminhadas aos programas Castra+, a organização afirmou que “nenhum pagamento acontece” sem que as castrações sejam “feitas, comprovadas e lançadas no sistema Sinpatinhas”. A entidade garantiu que “não há qualquer prejuízo ao erário”.

A CHC também disse que as inconsistências apontadas pela reportagem ocorrem por instabilidades no sistema do Ministério do Meio Ambiente.

A respeito das clínicas contratadas, a entidade disse que “adota critérios rigorosos” e que investigações são insuficientes para não contratar empresas.

“Investigação não é condenação. Até porque existe a possibilidade de as investigadas não serem condenadas”, afirma a organização. Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou. O espaço segue aberto.

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Fonte:Blog do Tupan

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