As exportações de Curitiba cresceram 19% nos cinco primeiros meses de 2026, mais que o dobro da expansão registrada pelo Brasil no mesmo período. Entre janeiro e maio, a capital paranaense exportou US$ 947,6 milhões, ante US$ 794,8 milhões contabilizados nos mesmos meses de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No cenário nacional, as exportações brasileiras somaram US$ 148,57 bilhões no acumulado do ano, alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A China assumiu a liderança entre os principais destinos das mercadorias produzidas ou comercializadas por empresas sediadas em Curitiba. As vendas para o país asiático cresceram 70%, passando de US$ 90,9 milhões para US$ 154,6 milhões. Também houve aumento nas exportações para o Peru, que avançaram 20%, chegando a US$ 147,2 milhões, e para o Chile, com crescimento de 78%, alcançando US$ 106,5 milhões.
Em contrapartida, os embarques destinados aos Estados Unidos recuaram 22%, passando de US$ 55,9 milhões para US$ 43,6 milhões. As exportações para a Argentina também registraram queda, de US$ 171,9 milhões para US$ 131,6 milhões.
Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho positivo estão soja triturada, com US$ 162,1 milhões em vendas, tratores (US$ 161,7 milhões), veículos para transporte de mercadorias (US$ 153,5 milhões), madeira serrada (US$ 40,4 milhões), artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 34,4 milhões) e peróxido de hidrogênio (US$ 29,4 milhões).
Para o prefeito Eduardo Pimentel, o resultado reflete a força do parque industrial da capital, especialmente da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que concentra empresas com elevado conteúdo tecnológico e forte presença no mercado internacional.
O diretor de Pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, avalia que o crescimento não ficou concentrado em um único segmento da economia, mas foi impulsionado pelo desempenho de diferentes setores exportadores.
Segundo o pesquisador, o avanço das exportações para a China está relacionado principalmente ao aumento das vendas de commodities agrícolas registradas por empresas com domicílio fiscal em Curitiba. Já produtos como tratores e veículos de carga refletem diretamente a produção industrial instalada na Cidade Industrial de Curitiba.
Suzuki também destaca que, apesar da retração nas vendas aos Estados Unidos, influenciada pelo aumento de barreiras comerciais sobre derivados da madeira, os exportadores curitibanos têm ampliado sua presença em novos mercados, reduzindo a dependência de destinos específicos.
Com uma pauta diversificada, Curitiba exporta mais de 600 categorias de produtos, que vão de máquinas, veículos e equipamentos industriais a alimentos, itens de saúde e produtos manufaturados. Em 2025, as exportações da capital atingiram US$ 2,2 bilhões, crescimento de 18% em relação ao ano anterior.
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Fonte:Blog do Tupan







