As exportações de Curitiba registraram crescimento de 23% no primeiro semestre de 2026, desempenho que representa o dobro da média nacional no período. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que a capital paranaense exportou US$ 1,2 bilhão nos seis primeiros meses do ano, frente aos US$ 969,9 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.
No cenário nacional, as exportações brasileiras somaram US$ 184,8 bilhões entre janeiro e junho, alta de 11,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
O Peru assumiu a liderança entre os principais destinos dos produtos curitibanos, com importações de US$ 191,3 milhões. Na sequência aparecem China, com US$ 189,2 milhões, e Argentina, que adquiriu US$ 159,5 milhões em mercadorias produzidas na capital.
Entre os itens mais exportados estão soja triturada, responsável por US$ 232,13 milhões em vendas externas, tratores (US$ 206,39 milhões), veículos para transporte de mercadorias (US$ 190,23 milhões), madeira serrada (US$ 46,37 milhões), artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 41,16 milhões) e peróxido de hidrogênio (US$ 36,12 milhões).
Segundo o prefeito Eduardo Pimentel (PSD), o desempenho reflete a força do parque industrial da capital, especialmente da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que concentra empresas de alta tecnologia e produtos de maior valor agregado.
Os mercados que apresentaram maior expansão nas compras de produtos curitibanos foram o Chile, com crescimento de 61%, seguido pela China, com alta de 55%, e pelo Peru, que ampliou as importações em 30%.
Por outro lado, alguns mercados registraram retração. As exportações para os Estados Unidos caíram 16%, passando de US$ 67,3 milhões para US$ 56,78 milhões, reflexo dos impactos das tarifas norte-americanas, principalmente sobre o setor madeireiro. Já as vendas para a Argentina recuaram 25%, de US$ 213,4 milhões para US$ 159,56 milhões.
Curitiba mantém uma pauta diversificada de comércio exterior, com mais de 600 categorias de produtos exportados, abrangendo segmentos como o automotivo, agrícola, químico, hospitalar, alimentício e de bens de consumo.
Em 2025, a capital encerrou o ano com US$ 2,2 bilhões em exportações, resultado 18% superior ao registrado no ano anterior, consolidando sua posição entre os principais polos exportadores do Sul do Brasil.
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Fonte:Blog do Tupan







