Quedas do Iguaçu — O Ministério Público do Paraná (MPPR) avalia a possibilidade de interpor recurso contra a decisão do Tribunal do Júri de Quedas do Iguaçu que absolveu dois réus acusados de envolvimento no incêndio de uma residência ocorrido em 2024. O julgamento foi encerrado após aproximadamente 16 horas de sessão e resultou na condenação de um terceiro acusado a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de incêndio.
O imóvel atingido pelo fogo era a residência do comunicador Gustavo, responsável pelo portal regional Quedas do Iguaçu EM FOCO. Na ocasião, Gustavo e sua então companheira estavam no local durante a madrugada e conseguiram deixar a residência antes que as chamas destruíssem completamente a estrutura e os bens da família.
Ao longo do processo, a vítima também relatou às autoridades ter sido alvo de pressões e ameaças para alterar sua versão dos fatos em favor de um dos acusados. Segundo Gustavo, os episódios foram comunicados às autoridades policiais e ao Ministério Público e integram o histórico apresentado durante a tramitação do caso.
O resultado do julgamento gerou repercussão na imprensa local e nas redes sociais. Uma publicação feita pela vítima sobre o histórico do caso obteve mais de 250 curtidas e dezenas de comentários favoráveis à vítima, além de manifestações de internautas questionando o resultado do julgamento.
O Ministério Público informou que está analisando o caso e deverá definir, dentro do prazo processual, se apresentará recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Até o momento, não há confirmação de que o recurso será efetivamente interposto.









