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Câmara de Curitiba cassa mandato de Lorens Nogueira e Luciano Carvalho assume

Os parlamentares da Câmara Municipal de Curitiba cassou o mandato do vereador do Progressistas, Lorens Nogueira, acusado de prática de rachadinha ao exigir ...[ Leia completo ]


Os parlamentares da Câmara Municipal de Curitiba cassou o mandato do vereador do Progressistas, Lorens Nogueira, acusado de prática de rachadinha ao exigir parte da remuneação de Cristina Aparecida de Melo, então ocupante de cargo comissionado no Detran-PR (Departamento de Trânsito do Paraná).

Com a decisão do plenário, o primeiro suplente do Progressistas, Luciano Carvalho, deverá assumir no início da próxima semana, possivelmente na segunda-feira, dia 24 de agosto.

As cinco acusações analisadas foram votadas separadamente e receberam 29 votos favoráveis à cassação. Para a perda do mandato, eram necessários pelo menos 26 dos 38 votos da Câmara, equivalente a dois terços dos vereadores.

A denúncia original foi apresentada pela ex-servidora ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-PR (Ministério Público do Paraná). Conforme a apuração analisada pela Câmara, a funcionária teria sido indicada por Nogueira para ocupar o cargo no Detran-PR.

Além da cassação, os vereadores rejeitaram uma proposta para substituir a perda do mandato por suspensão de 120 dias. A alternativa recebeu 30 votos contrários, um favorável e uma abstenção.

Durante o julgamento, Nogueira negou a acusação. Na defesa apresentada aos vereadores, afirmou que a suposta rachadinha não ocorreu e sustentou que um vídeo registrado durante uma operação do Gaeco, posteriormente divulgado pela imprensa, estaria relacionado ao pagamento de um empréstimo pessoal feito por ele à ex-servidora.

Para sustentar essa versão, o parlamentar apresentou no plenário extratos de declarações de Imposto de Renda, alegando que os documentos demonstrariam a evolução de seu patrimônio.

O advogado Jefferson Costa Vilela Pereira também pediu a absolvição de Nogueira. Segundo ele, não haveria provas suficientes para justificar a cassação. O defensor afirmou que 16 das 17 pessoas ouvidas durante a instrução negaram a existência de rachadinha, enquanto a acusação teria sido sustentada apenas pela denunciante.

A defesa ainda contestou as mensagens trocadas entre os envolvidos, argumentando que as comunicações tinham caráter institucional. Para o advogado, a denúncia apresentada ao MP-PR estaria relacionada a conflitos e dificuldades financeiras enfrentadas pela ex-servidora.

O processo teve origem na Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Gaeco. A representação foi apresentada pela bancada do Partido Novo, que à época era formada por Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Eder Borges e Bruno Secco.

Depois de ser admitida pela Mesa Diretora, a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Câmara. O então corregedor, Sidnei Toaldo, concluiu que havia elementos suficientes para que o caso avançasse diretamente para análise do plenário, sem a realização de sindicância preliminar.

Em 1º de junho, os vereadores aprovaram o recebimento da denúncia por 35 votos a favor e um contrário, registrado pelo próprio Nogueira. Com a decisão, foi instalada a Comissão Processante 1/2026, responsável pela condução da investigação dentro do Legislativo.

Durante a instrução, o vereador prestou depoimento à comissão em 15 de julho e voltou a negar qualquer irregularidade.

Como os vereadores do Novo estavam impedidos de participar do julgamento por terem apresentado a denúncia, quatro suplentes foram convocados para a sessão: Ariane Assis, Leticia Fanini, Rodrigo Marcial e Paulo Melo. Ariane, Leticia e Paulo utilizaram a tribuna durante os debates. Também se manifestaram Matteus Henrique (PT), Giorgia Prates – Mandata Preta (PT) e Serginho do Posto (PSD).

Com a decisão do plenário, a cassação não pode ser contestada dentro da própria Câmara Municipal. O procedimento agora prevê a formalização das votações em ata e o encaminhamento da decisão à Justiça Eleitoral.

Na sequência, a Mesa Diretora deverá publicar o ato que oficializa a perda do mandato. Após a publicação no Diário Oficial, a Câmara terá até cinco dias para convocar o suplente do Progressistas que assumirá a cadeira deixada por Lorens Nogueira.

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Fonte:Blog do Tupan

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