Uma ocorrência envolvendo a morte de um recém-nascido após um parto domiciliar mobilizou equipes de emergência e forças de segurança em Pitanga, nesse domingo (6 de setembro de 2026).
O caso aconteceu por volta das 11h50, na localidade de Pitanguinha, após o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) solicitar apoio policial diante de uma situação considerada delicada.
Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, os socorristas encontraram o bebê no banheiro da residência. Foram realizadas manobras de reanimação, mas não houve resposta, e o óbito foi constatado no local.
A criança apresentava sinais compatíveis com ausência de circulação e o cordão umbilical estava rompido ou dilacerado. Diante das circunstâncias, foram acionadas a Polícia Judiciária, a Perícia Criminal e o Instituto Médico-Legal (IML).
Versões diferentes chamaram a atenção dos investigadores
De acordo com o registro policial, o pai afirmou que havia ajudado a companheira até a cama depois de ouvi-la pedir auxílio no banheiro.
Ele declarou que suspeitava da gravidez em razão do volume abdominal, embora, segundo seu relato, a mulher negasse estar grávida.
Ainda conforme a versão apresentada, ao perceber que o volume abdominal havia diminuído, ele retornou ao banheiro e encontrou o bebê atrás do vaso sanitário.
O homem teria relatado que a companheira afirmou ter confundido o trabalho de parto com dores abdominais e que a criança teria caído já sem vida.
A Polícia Militar também registrou divergências relacionadas aos horários narrados pelo pai e ouviu familiares que estavam na residência.
Mulher apresenta outra versão
No hospital, a mulher apresentou uma versão diferente às autoridades.
Segundo o registro policial, ela afirmou viver em uma situação de isolamento e restrição de liberdade imposta pelo companheiro. Também teria declarado que pediu ajuda para ser levada ao hospital, mas que o pedido foi recusado.
Os policiais, entretanto, registraram elementos que, segundo a ocorrência, contradiziam parte desse relato, entre eles a presença da mãe da mulher e o uso de aplicativo de mensagens para comunicação e solicitação de transporte.
O documento policial também menciona a existência de denúncias anteriores envolvendo a mulher, relacionadas a supostos episódios de comportamento agressivo e negligência em relação a outros dois filhos menores. Essas informações, contudo, deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Celulares foram apreendidos
Diante das circunstâncias e das versões apresentadas, o delegado responsável determinou a apreensão dos celulares do casal.
Os dois foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso passou a ser investigado.
A dinâmica exata da morte do recém-nascido, assim como as circunstâncias do parto e eventuais responsabilidades, ainda dependem da investigação, dos exames periciais e dos demais elementos que serão reunidos pelas autoridades.
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Fonte:G+ Guarapuava








