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Ação conjunta da Polícia Civil e PM mobiliza cerca de 210 agentes nesta quarta-feira (9); prejuízo estimado supera R$ 10 milhões
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), deflagrou nas primeiras horas desta quarta-feira (9) uma grande operação para desmantelar uma organização criminosa especializada em furto qualificado de gado, conhecido como abigeato, e outros crimes relacionados.
Ao todo, estão sendo cumpridos 64 mandados judiciais, sendo 17 de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão.
A ofensiva mobiliza aproximadamente 210 policiais civis e militares, além de cães de faro e apoio aéreo de helicópteros das duas forças de segurança.
Entre os municípios que são alvo da operação está Roncador, na região Centro-Oeste do Paraná. Também são cumpridas ordens judiciais em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão e Araruna.
🐂 Investigação aponta mais de 2 mil animais furtados
As investigações começaram após o furto de 29 cabeças de gado, ocorrido em 13 de agosto de 2025, em uma propriedade rural de Alto Paraná.
Durante aproximadamente dez meses de investigação, PCPR e PMPR identificaram, segundo as autoridades, uma estrutura criminosa profissionalizada e hierarquizada, formada por cerca de 40 pessoas.
O grupo teria divisão de tarefas envolvendo o reconhecimento das propriedades, execução dos furtos, apoio logístico, fraude documental e transporte e comercialização dos animais, com posterior encaminhamento do gado para receptadores e leilões.
De acordo com o delegado da PCPR João Lucas Vieira Caetano, as ações criminosas investigadas remontam a 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 10 milhões, considerando parte da região Noroeste do Estado, onde foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência relacionados aos crimes nos últimos anos.
⚖️ Crimes investigados
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e crimes contra a saúde pública, além de outros delitos que possam surgir durante o andamento das investigações.
As medidas judiciais foram solicitadas pela autoridade policial e deferidas pelo Poder Judiciário após manifestação favorável do Ministério Público.
Fonte:Portal Douglas








