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Sergio Moro critica suspensão da campanha de Deltan Dallagnol

O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) manifestou apoio a Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado, durante agenda realizada neste domingo, ...[ Leia completo ]


O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) manifestou apoio a Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado, durante agenda realizada neste domingo, 20 de setembro, em Londrina, no Norte do Paraná. Ao lado do candidato ao Senado Filipe Barros (PL), Sergio Moro criticou a decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu os atos de campanha de Dallagnol.

Moro esteve na Feira do Cincão, na região dos Cinco Conjuntos, onde conversou com comerciantes, feirantes e moradores. Durante a caminhada, também comentou a situação eleitoral de Dallagnol, cuja campanha foi suspensa por decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE.

A liminar foi concedida no sábado, 19, após recurso apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. A decisão suspendeu atos de campanha, o uso de recursos públicos, a propaganda eleitoral no rádio e na televisão e a participação em debates até a análise do recurso pelo colegiado do TSE.

O caso envolve o registro da candidatura de Dallagnol ao Senado. O TRE-PR havia deferido o registro para as eleições de 2026, mas a decisão foi questionada no TSE. O ministro Floriano de Azevedo Marques apontou, na liminar, que o TRE-PR teria se afastado de entendimento firmado pelo próprio TSE em 2023 sobre a situação do ex-procurador. O caso ainda será analisado pelo plenário do tribunal.

Durante a agenda em Londrina, Sergio Moro classificou a decisão como uma restrição aos direitos políticos de Dallagnol e defendeu que o caso seja revisto pelo tribunal.

“O meu sentimento, o de Filipe Barros e o de toda a população paranaense é de indignação com essa decisão de um ministro do TSE, que tolhe mais uma vez os seus direitos políticos. É uma injustiça que contraria, inclusive, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior Eleitoral. O TRE havia decidido pela sua elegibilidade”, afirmou.

Moro também disse que a decisão interfere na possibilidade de os eleitores escolherem seus representantes e declarou solidariedade ao candidato do Novo.

“Isso significa que a população paranaense também está sendo impedida de escolher os seus representantes. É uma decisão inaceitável, que esperamos que seja revista pelos recursos cabíveis. Precisamos registrar nossa indignação e minha total solidariedade a você, Deltan”, acrescentou.

No sábado, 19, antes da agenda de domingo, Moro e Filipe Barros haviam gravado um vídeo em apoio a Dallagnol. Filipe também criticou a decisão e afirmou que os aliados continuarão apoiando o candidato do Novo.

“Não querem disputar a eleição contra o Deltan nas urnas, no voto. Entram com um processo sigiloso e agora uma decisão sigilosa suspende a campanha dele”, declarou Filipe Barros.

Deltan Dallagnol afirmou que pretende recorrer da decisão. Em manifestação divulgada após a liminar, o candidato disse que continuará utilizando os recursos jurídicos disponíveis para tentar reverter a medida.

“Ninguém nunca disse que essa luta seria fácil, mas é uma luta que vale a pena ser travada pelos nossos filhos, pelos nossos pais, pelas nossas famílias e pelo nosso amanhã. Vou lutar com as nossas armas jurídicas, recorrendo”, afirmou.

O candidato também agradeceu o apoio recebido de aliados e pediu que seus apoiadores mantenham a mobilização enquanto a situação é analisada pela Justiça Eleitoral.

A defesa de Deltan Dallagnol sustenta que o registro da candidatura continua deferido pelo TRE-PR e que a decisão do ministro do TSE tem caráter provisório. O advogado Leandro Rosa afirmou que a equipe jurídica já prepara os recursos para tentar restabelecer os atos de campanha.

A liminar, no entanto, permanece válida até uma nova decisão da Justiça Eleitoral. O ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que o caso seja submetido ao plenário do TSE para análise.

Enquanto o recurso não for analisado, Dallagnol está impedido de realizar os atos de campanha abrangidos pela decisão, utilizar recursos públicos destinados à candidatura, veicular propaganda eleitoral gratuita e participar de debates.

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