PUBLICIDADE

BANNER SUPERIOR SITE
BANNER SUPERIOR SITE

Eurodeputados pedem à União Europeia análise de sanções contra Alexandre de Moraes

Parlamentares europeus citam alegações sobre atuação do ministro e pedem monitoramento das eleições brasileiras A pressão internacional sobre o ministro Alexandre de Moraes, ...[ Leia completo ]


Parlamentares europeus citam alegações sobre atuação do ministro e pedem monitoramento das eleições brasileiras

A pressão internacional sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, dia 21 de setembro. Três eurodeputados enviaram uma carta à União Europeia pedindo que o bloco avalie a possibilidade de adotar sanções contra o magistrado.

O documento foi encaminhado à alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, e é assinado pelos eurodeputados Adam Bielan, Carlo Fidanza e Mariusz Kaminski. Eles pedem que o Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS) analise alegações relacionadas à atuação de Moraes e a decisões do STF em processos que consideram politicamente sensíveis.

Entre os pontos mencionados estão possíveis violações à liberdade de expressão, às garantias do devido processo legal, ao pluralismo político e a outros direitos fundamentais. Os parlamentares também solicitam que a UE avalie se, diante de evidências consideradas críveis, poderiam ser aplicadas medidas restritivas previstas no regime europeu de sanções por violações de direitos humanos.

O pedido amplia para o continente europeu uma pressão que já vinha sendo exercida por setores políticos dos Estados Unidos e do Brasil, principalmente entre parlamentares e grupos alinhados à direita. No caso europeu, entretanto, é importante destacar que os três parlamentares pediram uma avaliação das alegações e da possibilidade de sanções. A União Europeia não anunciou a aplicação de qualquer medida contra Moraes.

A carta também pede que a União Europeia acompanhe de forma independente o processo eleitoral brasileiro de 2026. Os eurodeputados defendem atenção não apenas à votação e à apuração, mas também ao ambiente eleitoral, ao tratamento dos candidatos, ao acesso aos meios de comunicação, às decisões judiciais e a eventuais restrições ao discurso político.

No Brasil, as discussões sobre Moraes ganharam novos elementos com as informações reveladas a partir das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal apontaram contatos entre Vorcaro e o ministro, além de informações sobre um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O contrato, firmado em 2024, tinha valor de R$ 131 milhões e previa pagamentos ao longo de 36 meses. Segundo informações divulgadas sobre o caso, até novembro de 2025 haviam sido pagos cerca de R$ 80 milhões ao escritório. A defesa e o escritório afirmam que os serviços prestados eram de consultoria jurídica e que não houve atuação em processos do Banco Master no STF.

Outro episódio que aumentou a repercussão foi a divulgação de imagens que mostram Moraes e a esposa desembarcando, em agosto de 2025, de uma aeronave pertencente a uma empresa ligada a Vorcaro. O escritório de Viviane Barci confirmou a utilização de aeronaves de empresas de táxi aéreo, mas negou que houvesse relação pessoal com o empresário.

As informações passaram a provocar questionamentos sobre a relação entre o ministro, o empresário e o escritório de sua esposa. Moraes nega irregularidades e afirmou que nunca julgou causas relacionadas ao Banco Master ou a Vorcaro.

A controvérsia também chegou ao próprio STF. Moraes foi sorteado para relatar uma ação que pede acesso a registros de entrada no Senado envolvendo, entre outras pessoas, sua esposa e Daniel Vorcaro. Até esta segunda-feira (21), o ministro não havia tomado decisão sobre o caso nem informado se pretende se declarar impedido.

O episódio ocorre em meio a novos pedidos de impeachment apresentados contra Alexandre de Moraes no Senado. Segundo levantamento divulgado nesta semana, 14 novos pedidos foram protocolados somente em setembro, elevando para 65 o número de solicitações apresentadas desde 2021.

A iniciativa dos eurodeputados, portanto, coloca o caso em uma dimensão internacional. O documento não representa uma decisão da União Europeia sobre eventual punição, mas solicita que as instituições do bloco examinem as alegações e avaliem se existem elementos que possam justificar medidas previstas na legislação europeia.

Fonte:Blog do Tupan

Leia mais

PUBLICIDADE

Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Canta Cantu Nova Laranjeiras 2026
Rolar para cima