A Prefeitura de Curitiba mais que dobrou os investimentos empenhados entre maio e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume passou de R$ 310 milhões para R$ 784 milhões, alta de aproximadamente 153%.
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, durante audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A prestação de contas do segundo quadrimestre é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
No período, as receitas do município chegaram a R$ 10,02 bilhões, crescimento nominal de 1,68%. As contas registraram superávit primário de R$ 1,13 bilhão, resultado obtido após a comparação entre receitas e despesas, sem considerar juros e encargos da dívida.
Segundo Puppi, o resultado ocorreu mesmo com a redução da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) e dos repasses do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
As receitas correntes alcançaram R$ 9,77 bilhões até o segundo quadrimestre, crescimento real de 1,87% em relação ao mesmo período de 2025.
As receitas de capital somaram R$ 248 milhões, queda real de 5,45%. Já as receitas intraorçamentárias ficaram em R$ 649 milhões, redução de 45,2%.
A arrecadação de impostos totalizou R$ 4,43 bilhões, recuo real de 0,25%. O ISS respondeu por R$ 1,93 bilhão, queda de 3,18%. De acordo com Puppi, a redução está relacionada à base elevada de comparação de 2025, que contou com receitas extraordinárias decorrentes de demandas judiciais.
O IPTU arrecadou R$ 1,37 bilhão, alta real de 3,09%. O ITBI somou R$ 420 milhões, com queda de 2,40%, enquanto o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) chegou a R$ 435 milhões, redução de 2,75%.
As taxas e contribuições tiveram comportamento diferente e cresceram 13,9%, alcançando R$ 273 milhões.
Entre as transferências, o repasse do IPVA caiu 25,8%, para R$ 503 milhões. A Prefeitura relaciona o resultado à redução da alíquota do imposto no Paraná.
O SUS foi responsável pelo maior volume entre os principais repasses, com R$ 1,19 bilhão, alta de 6,29%. O Fundeb repassou R$ 720 milhões, queda de 0,49%; o ICMS, R$ 612 milhões, alta de 2,08%; o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), R$ 422 milhões, crescimento de 4,32%; e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), R$ 75 milhões, aumento de 4,45%.
Despesas
As despesas correntes chegaram a R$ 7,94 bilhões, crescimento real de 4,46%. Já as despesas de capital alcançaram R$ 1,02 bilhão, alta de 104% na comparação com o segundo quadrimestre de 2025.
Dentro das despesas de capital, os investimentos representaram R$ 784 milhões. As inversões financeiras somaram R$ 232 milhões e a amortização da dívida ficou em R$ 136 milhões.
As despesas intraorçamentárias foram de R$ 647 milhões, redução de 45% em termos reais.
Resultado fiscal
A Receita Corrente Líquida (RCL) do município chegou a R$ 13,3 bilhões, crescimento de 2,69%.
As despesas com pessoal somaram R$ 5,26 bilhões, o equivalente a 39,93% da RCL. O percentual ficou abaixo do limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para esse tipo de despesa.
Na área da Saúde, os gastos corresponderam a 17,3% da receita de impostos e transferências. Na Educação, o percentual chegou a 20,75%.
A Prefeitura ressalta que os percentuais constitucionais mínimos de aplicação, de 15% para Saúde e 25% para Educação, são verificados no resultado anual. Portanto, os números do segundo quadrimestre não representam o cumprimento definitivo dos mínimos do exercício.
Os gastos com publicidade e propaganda representaram 0,18% do orçamento, abaixo do limite de 0,60% previsto na legislação municipal.
O resultado apresentado na Câmara mostra, portanto, aumento dos investimentos no período, acompanhado de crescimento das despesas correntes e de uma redução em algumas fontes de receita, principalmente ISS e IPVA.
Durante a audiência, Vitor Puppi estava acompanhado do superintendente fiscal da secretaria, Eduardo Makowski; do superintendente executivo, Vinicios Borio; do diretor departamento de Orçamento, Carlos Eduardo Kukolj; do diretor do departamento de Contabilidade, Claudinei Nogueira; da diretora do Departamento de Controle Financeiro, Viviane da Silva Galdino; do diretor de rendas mobiliárias, Manuel Fanego; do coordenador de projetos de informação, Ivonei Carlos Koakoski; do assessor técnico Jaderson Goulart; e do chefe do núcleo de assessoramento jurídico, Richard Wagner Freire dos Santos.
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Fonte:Blog do Tupan








