A declaração em questão ocorreu em uma entrevista concedida por Luiz Inácio Lula da Silva à revista Playboy, na edição de julho de 1979, época em que ele era líder sindical no ABC paulista
O contexto das declarações
Na entrevista, ao ser questionado sobre figuras históricas e personalidades que admirava, Lula citou nomes como Mahatma Gandhi, Mao Tse-Tung, Che Guevara e Adolf Hitler.
Sobre Hitler, a transcrição do trecho da entrevista registra a seguinte fala:
Lula: “O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem: o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.”Playboy: “Quer dizer que você admira o Adolfo?”Lula: “Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação.”
Repercussão posterior
O assunto voltou à tona na campanha eleitoral de 1994, quando a oposição desencavou o trecho da entrevista antiga. Na época e em ocasiões posteriores, Lula e seus assessores afirmaram que a fala se referia à capacidade de liderança e mobilização, e rejeitaram qualquer associação com a ideologia nazista ou com os crimes do regime.








