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Um em cada 16 paranaenses tem deficiência, mostra pesquisa

No próximo domingo (11 de outubro) celebra-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física. A data coloca em pauta a inclusão e ...[ Leia completo ]


No próximo domingo (11 de outubro) celebra-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física. A data coloca em pauta a inclusão e a acessibilidade, conscientizando a população sobre a necessidade de se garantir mobilidade, qualidade de vida e promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Trata-se, portanto, de uma oportunidade também para se conhecer um retrato mais amplo das PcD no estado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), extraídos do Censo Demográfico de 2022, o Paraná possui 715.143 pessoas com deficiência, sendo que quase metade delas tem 60 anos ou mais de idade. Esse contingente corresponde a 6,39% dos paranaenses com dois anos ou mais de idade, o equivalente ainda a um em cada 16 moradores do estado.

O levantamento abrange diferentes dificuldades funcionais, incluindo as relacionadas à visão, audição, mobilidade, uso dos membros superiores e funções mentais. Portanto, as 715 mil pessoas não representam exclusivamente aquelas com deficiência física.

Para identificar as pessoas com deficiência, o IBGE considerou quem declarou muita dificuldade ou impossibilidade de realizar pelo menos uma das cinco atividades investigadas. Moradores que relataram apenas “alguma dificuldade” não integram esse total.

No Brasil, o Censo estimou 14,4 milhões de pessoas com deficiência, equivalentes a 7,26% da população de dois anos ou mais. A proporção paranaense fica, assim, abaixo da nacional.

O Paraná tem o 8º maior contingente de pessoas com deficiência do país, num ranking liderado por São Paulo (2.755.978) e Minas Gerais (1.472.199). Proporcionalmente, porém, registra a sexta menor participação entre todas as unidades da Federação. A maior proporção é a de Alagoas, com 9,59%, e a menor, a de Roraima, com 5,60%.

Mais de 270 mil paranaenses têm dificuldade para andar ou subir degraus

Entre os paranaenses, 270.817 pessoas declararam muita dificuldade ou impossibilidade de andar ou subir degraus, mesmo usando prótese ou aparelho de auxílio. Outros 138.673 moradores relataram limitações dessa intensidade para pegar pequenos objetos, como botão ou lápis, ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo com auxílio.

Esses dois recortes relacionados à mobilidade e ao uso dos membros superiores, contudo, não podem ser somados para calcular o total de pessoas com deficiência física, porque uma mesma pessoa pode apresentar ambas as dificuldades.

Considerando-se todos os cinco quesitos investigados, a dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato, aparece com o maior número de registros: 369.861 pessoas. Já as dificuldades para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos, foram apontadas por 138.618 moradores, enquanto 136.441 declararam muita dificuldade ou impossibilidade de se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar ou estudar por limitações nas funções mentais.

Todos esses grupos podem se sobrepor, entretanto. Ou seja, uma pessoa pode apresentar mais de uma dificuldade – ou mais de uma deficiência. Os quesitos descrevem dificuldades funcionais e não equivalem a uma lista de doenças ou diagnósticos.

Idosos representam quase metade dos PcD

A distribuição por idade revela uma concentração entre os moradores mais velhos. Pessoas de 60 anos ou mais representam 49,1% dos paranaenses com deficiência, embora correspondam a 17,0% da população estadual de dois anos ou mais.

Entre os moradores com 60 anos ou mais, 18,51% têm deficiência pelo critério adotado no levantamento. A proporção é de 4,47% entre pessoas de 15 a 59 anos e de 1,83% entre aquelas de dois a 14 anos.

Em Curitiba, os idosos são a maioria dos PcD: eles representam 50,3% das pessoas com deficiência na Capital.

Curitiba lidera em quantidade

A Capital reúne ainda o maior número de pessoas com deficiência no Paraná: 94.181. Na sequência aparecem Londrina, com 37.135; Ponta Grossa, com 20.642; Maringá, com 20.409; e Foz do Iguaçu, com 18.059.

O ranking muda, contudo, quando se considera a proporção na população de dois anos ou mais. Bom Sucesso do Sul aparece em primeiro lugar, com 15,90%, seguido por Godoy Moreira, com 15,14%; Santa Amélia, com 15,05%; Itambé, com 14,91%; e São Jerônimo da Serra, com 13,09%.

Curitiba, por sua vez, registra 5,41%, ocupando a 350ª posição entre os 399 municípios paranaenses nessa comparação. Já em toda a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), incluindo a capital e outros 28 municípios, são aproximadamente 197 mil pessoas com deficiência, ou 5,65% dos moradores de dois anos ou mais de idade.

(Com Bem Paraná)




Fonte:G+ Guarapuava

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