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A urna não é balcão de cobrança

Tem gente que parece não entender muito bem como funciona a democracia. Acha que fazer campanha dá direito a cobrar resultados, como se ...[ Leia completo ]

Tem gente que parece não entender muito bem como funciona a democracia. Acha que fazer campanha dá direito a cobrar resultados, como se o voto fosse uma dívida a ser paga e o eleitor tivesse obrigação de entregar aquilo que alguém deseja.

Pois foi justamente essa a situação protagonizada por uma conhecida fiscalizadora da vila, seu esposo e o inútil, que estiveram na Aldeia fazendo campanha para um candidato do partido o qual os mesmos pedem votos a 30 anos e ainda nao conseguiram fazer nada de bom.
O problema começou quando o resultado das urnas não correspondeu às expectativas do casal. Pelo visto, a votação não foi suficiente para satisfazer a vontade de quem esperava mais e, em vez de aceitar o resultado democrático, resolveram voltar à comunidade para cobrar dos moradores da aldeia uma explicação.

Ora, desde quando o voto virou objeto de cobrança? O eleitor é livre para escolher quem quiser, sem precisar prestar contas a cabos eleitorais, apoiadores ou qualquer pessoa que imagine ter algum direito sobre sua decisão. O voto é secreto, livre e soberano. Não existe procuração para mandar na consciência de ninguém, muito menos autorização para exigir explicações porque o resultado não agradou.

A democracia é bonita justamente por isso: cada cidadão tem o direito de fazer sua própria escolha. Quem entra em uma comunidade pedindo apoio precisa compreender que está conversando com pessoas livres, não negociando mercadorias ou distribuindo favores em troca de votos.

E há outro detalhe que merece reflexão. a fiscalizadora yem o esposo e o ajudante inutil que são funcionários públicos. Portanto, seria muito mais produtivo dedicar atenção às responsabilidades que assumiram perante a população do que gastar energia tentando descobrir por que determinados eleitores não votaram conforme suas expectativas.

Afinal, o serviço público exige compromisso, responsabilidade e respeito ao cidadão. E respeito também significa entender que ninguém é obrigado a votar em quem outra pessoa escolheu.

No fim das contas, a urna já deu sua resposta. Talvez o que tenha faltado não tenha sido voto, mas compreensão sobre o verdadeiro significado da democracia.

Porque campanha se faz pedindo apoio, voto se conquista com confiança e resultado eleitoral se respeita. O que não dá é transformar a liberdade do eleitor em motivo de cobrança.

E fica a lição: quem deseja ser respeitado na política precisa, antes de tudo, aprender a respeitar a escolha dos outros.

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