Dispositivo fabricado na Zona Franca de Manaus é encontrado em Ciudad del Este e pode levar à identificação de detento monitorado
Polícia nacional do Paraguai encontrou uma tornozeleira eletrônica abandonada em um lote de Ciudad del Este, levantando suspeitas sobre sua origem e uso.
A Polícia Nacional do Paraguai divulgou, neste domingo (7), a apreensão de uma tornozeleira eletrônica abandonada em um terreno baldio no bairro María Auxiliadora, em Ciudad del Este. O achado ocorreu quando um morador, ao limpar o lote, encontrou o dispositivo dentro de uma sacola branca deixada no local há tempo indeterminado.
Segundo o boletim oficial, o equipamento, da marca Spacecom, foi fabricado na Zona Franca de Manaus e apresentava o lacre de segurança rompido, embora o número de série permanecesse intacto. As autoridades judiciais pretendem usar esse número para identificar o detento que estava sob monitoramento, possibilitando a retomada de sua situação legal.
Descoberta e implicações
Agentes do 4.º Distrito Policial (Comisaría 4.ª) atenderam à ocorrência, registraram a ata e encaminharam a tornozeleira para a dependência policial. O Ministério Público do Paraguai recebeu cópia do documento, reforçando a seriedade do caso.
O fato despertou curiosidade e repercussão imediata na imprensa local, que destacou o aumento do uso de tornozeleiras eletrônicas no país como alternativa à prisão tradicional.
Especialistas apontam que o índice de fugas de detentos monitorados no Paraguai está dentro da média regional, mas a adoção desses dispositivos tem crescido nos últimos anos. A possibilidade de que a tornozeleira tenha sido utilizada no Brasil, devido à sua origem, também está sendo considerada pelas autoridades, sugerindo uma potencial conexão transfronteiriça.
A descoberta levanta questões sobre o controle e a rastreabilidade desses aparelhos, bem como a cooperação entre Brasil e Paraguai na troca de informações sobre monitoramento eletrônico. Enquanto o caso segue em investigação, a polícia local reforça o compromisso de garantir que dispositivos abandonados não comprometam a segurança pública.





