O banho de floresta, chamado Shinrin-yoku no Japão, foi oficializado pelo governo japonês nos anos 1980, mas sua origem remonta a uma relação mais antiga entre os japoneses e a natureza. A prática consiste em caminhar ou permanecer em ambientes naturais, ativando todos os sentidos: ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheiro da mata, perceber a textura das árvores e observar a luz que atravessa as folhas.
Essa experiência busca presença e integração com o ambiente.
Estudos científicos demonstram que a imersão reduz o cortisol, diminui a pressão arterial, desacelera a frequência cardíaca e ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável pela sensação de calma e equilíbrio. O banho de floresta é reconhecido em vários países como uma prática de promoção de saúde e bem‑estar, acessível, natural e eficaz para aliviar estresse, ansiedade e sobrecarga emocional.
Para Francisco Namiushi, que viveu 19 anos no Japão, o valor da prática vai além dos resultados científicos. Ele destaca que o respeito à natureza e o senso de integração fazem parte da educação japonesa, e que desde cedo as crianças são instigadas a ter um senso de pertencimento maior em relação ao meio ambiente.





