PUBLICIDADE

BANNER SUPERIOR SITE

Seguro rural perde fôlego em 2025, revelando fragilidade da política agrícola

A 7ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Gestão do Risco Agropecuário discutiu entraves e avanços do seguro agrícola, destacando o projeto‑piloto ZARC ...[ Leia completo ]

Ampliação do seguro depende de técnica, previsibilidade orçamentária e articulação política

A 7ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Gestão do Risco Agropecuário discutiu entraves e avanços do seguro agrícola, destacando o projeto‑piloto ZARC e a necessidade de articulação política para o marco legal do PSR.

A 7ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Gestão do Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura reuniu representantes do governo, seguradoras, sistema financeiro e entidades técnicas em São Paulo. O encontro, coordenado por Vitor Ozaki, discutiu entraves, avanços e perspectivas do seguro agrícola no Brasil. Representantes do Ministério da Fazenda, Banco Central, Banco do Brasil e seguradoras participaram, enquanto Lucas Schauff, diretor‑técnico da Apepa, acompanhou os debates do Paraná. Um dos pontos centrais foi o parecer do Ministério sobre o projeto‑piloto ZARC, que vincula boas práticas agrícolas a subvenções diferenciadas do seguro rural. O projeto cria níveis de manejo de 1 a 4, baseados em rotação de culturas, equilíbrio da fertilidade e cobertura de palhada, e oferece subvenções de 20% a 35% do prêmio. Para o piloto, foram destinados R$ 8 milhões, inicialmente aplicados no Paraná com a soja como cultura contemplada. Na prática, o projeto enfrentou entraves operacionais, como exigências de análise de solo, uso de imagens de satélite e falta de clareza sobre procedimentos, dificultando a adesão. Apenas uma área vinculada à Apepa atingiu nível de manejo 3, resultando em 29 apólices contratadas em vez de cerca de mil esperados. Dos R$ 8 milhões disponíveis, apenas R$ 200 mil foram utilizados, deixando R$ 7,8 milhões não aplicados. O projeto de lei nº 2.951, que trata do marco legal do seguro rural e da não contingenciabilidade dos recursos do PSR, enfrenta entraves fiscais, pois a não contingenciabilidade aumenta despesas em cenário de crise fiscal. O orçamento inicial de R$ 1 bilhão para o PSR teve cerca de R$ 400 milhões contingenciados e R$ 180 milhões cancelados, deixando cerca de R$ 820 milhões disponíveis, mas quase metade bloqueada. A expectativa é que o projeto seja retomado na próxima safra de verão, incluindo milho, e que a legislação entre em vigor a partir do orçamento de 2026, com aprovação na Comissão de Agricultura e regime de urgência para acelerar tramitação, enquanto também foram debatidos o seguro paramétrico, a transferência da operação do Proagro para seguradoras e a descentralização da subvenção, estimulando maior participação de estados e municípios.

Leia mais

PUBLICIDADE

Obras em Laranjeiras do Sul
Obras em Laranjeiras do Sul
Obras em Laranjeiras do Sul
Obras em Laranjeiras do Sul
Obras em Laranjeiras do Sul
Rolar para cima