PUBLICIDADE

BANNER SUPERIOR SITE
BANNER SUPERIOR SITE

Audiência Pública na Assembleia debate estratégias para manter juventude no campo

A Assembleia Legislativa do Paraná realizou, nessa quarta-feira (15 de julho de 2026), uma audiência pública para discutir políticas voltadas à permanência da ...[ Leia completo ]


A Assembleia Legislativa do Paraná realizou, nessa quarta-feira (15 de julho de 2026), uma audiência pública para discutir políticas voltadas à permanência da juventude no campo. Com o tema “Dia Estadual da Juventude Rural: políticas e perspectivas para a permanência da juventude no campo no Paraná”, o debate foi proposto pelo deputado Professor Lemos (PT) e reuniu representantes do poder público, entidades do setor agropecuário e jovens agricultores para discutir os desafios da sucessão rural, o fortalecimento da agricultura familiar e a ampliação de políticas públicas que garantam oportunidades às novas gerações no meio rural.

Representando a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a diretora Terezinha Busanello Freire destacou que manter os jovens nas propriedades rurais é uma das prioridades das políticas desenvolvidas pelo Estado. Segundo ela, programas voltados à agroindústria familiar, ao turismo rural e ao agroturismo têm contribuído não apenas para evitar o êxodo rural, mas também para incentivar o retorno de jovens que haviam deixado o campo. “Essa audiência pública é de extrema importância porque discutir a permanência do jovem na propriedade é fundamental. Temos trabalhado com vários programas que auxiliam na retomada e no retorno do jovem para a propriedade, como a agroindústria familiar e o turismo rural, que têm levado muitos jovens de volta para ajudar suas famílias”, afirmou.

A secretária de Juventude da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Tainá Goleindra Oliveira ressaltou que a permanência dos jovens depende de um conjunto de políticas públicas que ultrapassam o incentivo à produção agrícola. Para ela, o acesso à terra, ao crédito, à assistência técnica, à comercialização, além de investimentos em saúde, educação, esporte, cultura e lazer, são fatores determinantes para que os jovens escolham permanecer no campo. “Os desafios ainda são muitos. Hoje essa audiência celebra justamente a possibilidade de existir um Plano Estadual da Juventude Rural, que contemple todos esses fatores decisivos para a permanência da juventude no campo. A expectativa é que esse projeto de lei seja aprovado e implementado nos territórios do Paraná”, destacou.

A secretária de Juventude da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafs) e da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Bárbara Maria Camargo Almeida, também participou. Segundo ela, três palavras-chave norteiam o trabalho das instituições: organizar, lutar e transformar. “O jovem não é obrigado a permanecer, mas, se ele quiser, que tenha qualidade de vida e condições de permanecer. É possível que ele saia para estudar e retorne para produzir. Nós precisamos também deixar de pensar no jovem como futuro, mas sim como presente. Como o agora”, disse. Dentre os principais temas para garantir isso, Bárbara citou a regularização fundiária, o acesso à terra, a tecnologia, a transição para um novo modelo de produção, a abertura de comercialização e o acesso a mais crédito do Pronaf Jovem.

“A sucessão rural é o xeque-mate. Precisamos mantê-los no campo. A educação no campo tem que ser mantida para garantir isso”, disse o coordenador estadual da Federação das Casas Familiares Rurais do Paraná, Marco Geffer.

Já o engenheiro agrônomo Gustavo Defendi e Borghi, representando a superintendente federal do Desenvolvimento Agrário no Paraná, Leila Aubrift Klenk, apresentou as políticas públicas do Ministério para o segmento, falou sobre prazos e dificuldades, e garantiu que os pedidos de melhorias e mudanças estão chegando em Brasília.

VIDA NO CAMPO

A audiência também deu voz aos próprios jovens agricultores. Morador de Iporã, Bruno Matheus Gonçalves, agricultor familiar que produz leite e hortaliças orgânicas, contou que nunca cogitou deixar o campo graças ao acesso às políticas públicas destinadas à agricultura familiar. Beneficiário de programas como o Pronaf e de políticas de comercialização por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ele afirmou que esses incentivos foram fundamentais para garantir renda e qualidade de vida à família. “Nunca passou pela minha cabeça sair do campo por conta das políticas públicas. Somos uma agricultura familiar dependente desses programas, que ajudam muito o pequeno produtor. Sabemos que muitos jovens acabam indo embora, mas existem alternativas, e encontros como este são importantes justamente para fortalecer essas oportunidades e mostrar que é possível construir um futuro no meio rural”, afirmou.

O professor Silberto Cardoso, da Coordenação da Política Estadual de Defesa dos Direitos da Juventude do Paraná, ressaltou que 25 milhões de pessoas vivem no campo hoje no Brasil, cerca de 8% da população total. “Precisamos continuar trabalhando para dar mais oportunidade. Muitos ainda continuam achando que terão uma vida melhor e mais próspera na cidade, mas muitas vezes isso não acontece.”

Participaram da audiência pública o superintendente substituto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Cyro Fernandes; Marlei Fernandes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); a assessora social e de cidadania da IDR-Paraná, Ana de Almeida; e o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Alexandre Hungaro. Além deles, o deputado federal Elton Welter e o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Alexandre Leal dos Santos, enviaram vídeos de apoio ao debate.

Ao fim da audiência, os participantes fizeram suas contribuições e tiveram questionamentos respondidos pela mesa. Entre elas, pedidos de mais união sindical do setor, solução para a demora de 2,5 anos na liberação de crédito para aquisição de área rural, regularização fundiária, celeridade na liberação de crédito e mais assistência técnica.




Fonte:G+ Guarapuava

Leia mais

PUBLICIDADE

IPTU em Nova Laranjeiras
IPTU em Nova Laranjeiras
IPTU em Nova Laranjeiras
IPTU em Nova Laranjeiras
IPTU em Nova Laranjeiras
IPTU em Nova Laranjeiras
Rolar para cima