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Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, era responsável por ligações com políticos do PT na Bahia

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central, anunciada nesta quarta-feira (18), não atinge apenas uma instituição financeira fragilizada. A decisão coloca ...[ Leia completo ]


A liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central, anunciada nesta quarta-feira (18), não atinge apenas uma instituição financeira fragilizada. A decisão coloca o foco no banqueiro Augusto Lima, apontado como principal articulador político do antigo conglomerado do Banco Master — especialmente junto a lideranças do PT na Bahia.

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Ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Master, Lima foi responsável por abrir portas em Brasília e Salvador. É próximo de figuras influentes do petismo baiano, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Foi ele quem participou da reunião de Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2024, quando o banqueiro buscava interlocução política em meio ao agravamento da crise financeira do Master. Também partiu de Lima a articulação para a contratação do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski como consultor jurídico do banco, movimento que contou com apoio político no Senado.

A ascensão de Augusto Lima no mercado financeiro esteve ligada à expansão do crédito consignado na Bahia, por meio da marca Credcesta, voltada a servidores públicos estaduais. O modelo envolvia financiamento atrelado a compras em uma rede de supermercados adquirida por ele, tendo como base a folha de pagamento de servidores do governo baiano — um ativo estratégico e de alta previsibilidade.

Essa estrutura consolidou Lima como operador de uma engrenagem que combinava crédito, fundos de investimento e trânsito político. A sociedade com Vorcaro potencializou o alcance nacional da operação.

Quando a crise do Master se aprofundou, em 2025, os dois romperam a sociedade. Lima ficou com o Banco Pleno, enquanto Vorcaro manteve o núcleo principal do conglomerado. A separação, no entanto, não isolou os desdobramentos.

O Banco Central justificou a liquidação do Pleno por deterioração da situação econômico-financeira e descumprimento de normas regulatórias. A medida atinge diretamente o banqueiro que fazia a interlocução política do grupo.

A decisão também amplia o constrangimento sobre figuras públicas que mantiveram proximidade institucional com Lima e com o Master. A rede de contatos construída na Bahia e em Brasília agora passa a ser observada sob outra perspectiva, à medida que as investigações sobre o conglomerado avançam.

Com a liquidação do Pleno, encerra-se mais um capítulo da estrutura montada a partir da parceria entre Lima e Vorcaro. Resta saber até que ponto as conexões políticas estabelecidas nesse percurso resistirão ao escrutínio das autoridades.

Fonte:Agora Brasil Notícias

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