PUBLICIDADE

BANNER SUPERIOR SITE
BANNER SUPERIOR SITE

Baixa visão na infância: especialista alerta para diagnóstico precoce

Ao contrário do que muitos pensam, a visão na infância é considerada fator de suma importância para o desenvolvimento global da criança, incluindo ...[ Leia completo ]


Ao contrário do que muitos pensam, a visão na infância é considerada fator de suma importância para o desenvolvimento global da criança, incluindo o motor, o cognitivo, a comunicação e o social.

A perda visual precoce pode interferir não apenas no aprendizado escolar, mas em todo o processo de desenvolvimento da criança. Nesses casos, quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de usar a chamada visão residual para desenvolver estratégias funcionais para o futuro.

O alerta foi feito pela oftalmologista Maria de Fátima Neri, que participa, em Salvador, do 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que termina neste sábado (12 de setembro de 2026). A médica destacou que, quando se fala de baixa visão na infância, não se trata de uma simples diminuição da acuidade visual. 

“A baixa visão pode comprometer a percepção visual, a exploração do ambiente, o desenvolvimento motor, a aprendizagem, a comunicação, a autonomia e a participação dessa criança no mundo”, disse. “Precisamos avaliar e entender o que a criança faz com o resíduo visual que tem.”

Segundo Maria de Fátima, dentre as principais causas de baixa visão na infância figuram:

– retinopatias causadas por infecção por sífilis, toxoplasmose e citomegalovírus;

– catarata congênita;

– glaucoma congênito;

– anomalias do nervo óptico;

– albinismo;

– distrofias hereditárias da retina;

– alta miopia;

– doenças neurológicas;

– deficiência visual cortical ou cerebral;

– prematuridade.

A oftalmologista reforçou que, além do diagnóstico, é preciso avaliar as funções visuais da criança, incluindo a acuidade visual, além de entender, junto aos pais, o que ela consegue fazer e como a baixa visão interfere nas atividades diárias

Na investigação junto com a família, a seguinte investigação deve ser feita:

– A criança reconhece rostos?

– Consegue localizar objetos?

– Consegue brincar com autonomia?

– Como ela se comporta em diferentes condições de iluminação?

– O que ela deixou de fazer por causa da baixa visão?

Os sinais de alerta, segundo Maria de Fátima, incluem:

– A criança não acompanha objetos.

– Não fixa os olhos ou mantém pouca fixação.

– Aproxima excessivamente objetos dos olhos.

– Esbarra ou tropeça com frequência.

– Tem dificuldade em ambientes poucos iluminados.

– Apresenta fotofobia ou busca intensa por luz.

– Demonstra dificuldade para reconhecer pessoas e objetos.

– Apresenta atraso no desenvolvimento sem causa definida.

O trabalho de habilitação, nesses casos, deve incluir áreas como estimulação visual funcional, recursos ópticos, recursos não ópticos, tecnologia assistiva, orientação e mobilidade, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia e orientação familiar.

“O desenvolvimento visual está relacionado ao visual, mas também ao motor, ao cognitivo, à linguagem e à interação. A visão participa da construção de toda a experiência da criança. Por isso, alterações visuais importantes e não reconhecidas podem repercutir no desenvolvimento global dela”, avaliou a oftalmologista.

Segundo Maria de Fátima, encaminhar precocemente uma criança com baixa visão “não é apenas tratar a visão; é proteger o desenvolvimento, a autonomia e o futuro dela”.




Fonte:G+ Guarapuava

Leia mais

PUBLICIDADE

Barracão das Portas
Barracão das Portas
Barracão das Portas
Barracão das Portas
Barracão das Portas
Barracão das Portas
Barracão das Portas
Rolar para cima