O clima político esquentou nos corredores da Câmara Municipal de Guarapuava e pode acabar em processo disciplinar. O vereador Professor Pablo (PP) protocolou uma representação por possível quebra de decoro parlamentar contra a vereadora Terezinha Daiprai (PT), após um episódio de forte confronto verbal ocorrido durante sessão ordinária.
O documento foi encaminhado ao presidente da Casa, Pedro Moraes, e pede a abertura de procedimento para apurar se houve abuso de conduta por parte da parlamentar durante o debate legislativo.
ATAQUE EM PLENÁRIO
Segundo a representação apresentada pelo vereador Professor Pablo, o episódio ocorreu na sessão do dia 3 de março, logo após a votação de um projeto de autoria da vereadora Terezinha.
Inconformada com a posição contrária de alguns vereadores ao projeto, a parlamentar teria reagido de forma exaltada no plenário. De acordo com o documento, ela passou a dirigir palavras duras e ofensivas aos colegas que votaram contra a proposta.
Entre as expressões citadas na representação estariam frases como:
– “machistas”
– “o machismo mata”
– “ignorantes”
– “assassinos”
– “parem de nos matar”
– “homens menos inteligentes”
– “prepotentes”
Ainda segundo o vereador que protocolou a denúncia, os termos foram proferidos aos gritos, em ambiente público e institucional, diante de parlamentares, servidores e cidadãos que acompanhavam a sessão.
REAÇÃO POLÍTICA
Para o vereador Professor Pablo, a situação extrapolou os limites do debate democrático.
Na representação, ele argumenta que divergências políticas fazem parte da democracia, mas que ataques pessoais dentro do plenário comprometem a dignidade da função parlamentar e a imagem do Legislativo.
O documento sustenta que o comportamento pode configurar quebra de decoro parlamentar, princípio previsto na Constituição e aplicado também aos parlamentos municipais.
PEDIDO FORMAL
Na petição encaminhada à Mesa Executiva da Câmara, o vereador solicita:
– o recebimento formal da representação
– a abertura de procedimento disciplinar para investigar a conduta da vereadora
– e, caso seja confirmada irregularidade, a aplicação das medidas previstas no Regimento Interno
Agora, caberá à presidência da Câmara analisar se a representação será aceita e qual será o encaminhamento do caso.
CLIMA POLÍTICO EM EBULIÇÃO
O episódio expõe o clima de tensão crescente no Legislativo de Guarapuava, onde debates ideológicos têm se tornado cada vez mais duros.
Para analistas políticos locais, o caso levanta uma discussão delicada: até onde vai a liberdade de expressão no plenário e onde começa o desrespeito institucional.
Se a representação avançar, a vereadora poderá ter de responder a um processo interno, o que pode transformar o episódio em mais uma crise política dentro da Câmara.
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Fonte:G+ Guarapuava





