A coligação “Fortaleza Paraná”, formada pelos partidos PL, Novo e Podemos, foi a primeira a acionar a Justiça Eleitoral contra um adversário alegando irregularidades na campanha. A alegação foi a de que a janela da tradutora de libras do programa eleitoral da candidata ao Senado Cristina Graeml era pequena demais para os padrões exigidos pela lei eleitoral. Segundo a advogada eleitoral de Cristina, Tainara Laber, a coligação só não atentou para o detalhe de que o tradutor de libras do programa de um dos candidatos da própria chapa era até menor que a do programa de Cristina. Ainda não saiu decisão judicial sobre o caso, mas Tainara está confiante. A advogada diz que os programas de sua cliente estão dentro dos padrões exigidos pelo TSE e seguem no ar.
Além de apresentar defesa à acusação, a assessoria jurídica de Cristina revidou a provocação dos adversários questionando na Justiça Eleitoral o uso de inteligência artificial em vídeos de Deltan, em desconformidade com a lei eleitoral ao não informar qual IA foi utilizada. Ambas as campanhas aguardam decisão judicial.
No espectro político contrário, outra coligação Paraná para Todos, optou por investida jurídica bem mais dura, questionando a elegibilidade de Deltan Dallagnol, pedindo seu afastamento da disputa ou que seja impedido de usar dinheiro público e o horário de propaganda eleitoral no rádio e na tv para uma campanha que pode vir a ser julgada nula.
O ex-procurador da Lava Jato teve o registro de sua candidatura cassado pelo TSE na eleição de 2022. Naquele ano, a demora por uma decisão judicial frustrou o eleitor. Deltan Dallagnol foi eleito deputado federal, assumiu o mandato e, depois de condenado, foi substituído por um suplente.
A aliança que move ação contra ele tem Gleisi Hoffmann e Dr Rosinha como candidatos ao Senado, reúne oito partidos e federações do campo progressista: PDT, FE BRASIL (formada pela união de PT, PV e PCdoB), Federação PSOL/REDE e Federação Renovação Solidária (Solidariedade/PRD).
A Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou sobre a situação eleitoral de Dallagnol, mas ele não perdeu a chance de tentar se capitalizar eleitoralmente com a guerra jurídica que sua própria coligação começou. Partiu para o ataque a adversária Cristina Graeml, que nada tinha a ver com o pedido do PT e aliados para tirá-lo da disputa.








