Análise técnica alcançou 835 contratos desde 2025, incluindo acordos firmados em administrações anteriores
A Prefeitura de Curitiba afirma ter economizado R$ 56,3 milhões desde o início da atual gestão, em 2025, após revisar contratos firmados em administrações anteriores. Parte dos acordos analisados foi celebrada durante a gestão do ex-prefeito Rafael Greca. O trabalho envolve a revisão de valores, planilhas de custos e alterações contratuais para adequar os pagamentos aos parâmetros técnicos e de mercado.
As análises são realizadas pela Assessoria de Custos e Análise de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento. Formada por cinco servidores, a equipe já revisou 835 contratos, principalmente nas áreas de meio ambiente, governo, educação e obras.
Segundo a Prefeitura, o valor economizado seria suficiente para custear a reciclagem de cerca de 37 quilômetros de asfalto ou aproximadamente 1.750 reformas e revitalizações de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), considerando os valores utilizados no ano passado.
O trabalho inclui a análise de orçamentos estimativos, avaliação de propostas e cálculos para acréscimos, supressões, repactuações, reajustes e reequilíbrios econômicos. A assessoria também define metodologias de custos, padroniza critérios técnicos e presta suporte às unidades responsáveis pelos contratos.
Somente em 2026, foram analisados 367 processos, que resultaram na emissão de cerca de 900 pareceres técnicos. A avaliação pode apontar a necessidade de redução ou adequação dos valores antes da formalização de alterações nos contratos.
Um dos principais resultados deste ano ocorreu nos contratos de transporte oficial. Segundo a Prefeitura, cálculos que consideraram a redução do saldo de vida útil dos equipamentos geraram uma economia de R$ 6,3 milhões.
Nos contratos de limpeza e conservação, a redução chegou a R$ 852,9 mil. Já os serviços de poda, coleta e transporte de resíduos vegetais resultaram em economia de R$ 878 mil após a elaboração de orçamentos referenciais e análises das alterações contratuais.
Na merenda escolar, a revisão dos contratos representou outros R$ 605,4 mil em economia. Somados, os quatro casos representam R$ 8,7 milhões em 2026.
De acordo com o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a revisão busca ampliar o controle sobre as despesas e evitar que recursos sejam comprometidos acima dos valores considerados tecnicamente adequados.
A Prefeitura informa que a metodologia de análise de contratos passou a ser adotada de forma mais criteriosa a partir de 2017, durante a gestão Rafael Greca, após a implantação do Plano de Recuperação Fiscal de Curitiba.
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Fonte:Blog do Tupan








