Redução de 45,7% no tributo e prazos definidos
A Secretaria de Estado da Fazenda divulgou o calendário do IPVA 2026, com alíquota de 1,9% e desconto de 6% para pagamento à vista. O imposto será reduzido em 45,7% em relação ao ano anterior, e os prazos de pagamento foram definidos entre 9 e 15 de janeiro.
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) publicou o calendário do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026. O destaque é a redução de 45,7% no valor do tributo, com a alíquota passando a ser de 1,9% do valor venal dos veículos, colocando o Paraná entre os menores IPVAs do país. Os prazos para pagamento da parcela única ou da primeira cota foram fixados entre 9 e 15 de janeiro de 2026, dependendo do número final da placa. As guias de pagamento poderão ser emitidas a partir de janeiro, e quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto de 6%, podendo reduzir o imposto em quase 50% em relação ao IPVA 2025. Por exemplo, um carro popular avaliado em R$ 50 mil que pagou R$ 1.750 em 2025 pagará apenas R$ 950 em 2026, e R$ 893 com o desconto. Para quem escolher o parcelamento, o tributo pode ser pago em cinco quotas iguais, distribuídas entre janeiro e maio, sem o desconto de 6%. Os vencimentos estão agendados para a segunda semana de cada mês, evitando coincidências com feriados como Carnaval, Páscoa e Tiradentes. A Receita Estadual estima arrecadar R$ 4,6 bilhões com o IPVA 2026, sobre uma frota de aproximadamente 4,1 milhões de veículos. A nova alíquota de 1,9% aplica-se a automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões‑tratores. Motocicletas de até 170 cilindradas permanecem isentas. Ônibus, caminhões, veículos de aluguel e veículos movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%; cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná, e a conversão deve ser feita em oficinas credenciadas pelo Inmetro. O IPVA é a segunda maior fonte de arrecadação tributária do estado, atrás apenas do ICMS, e 50% do valor arrecadado é destinado a educação, saúde, segurança e transporte municipal.





