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Futuro de Renato Freitas vai ser decidido pelo plenário da Alep

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) entendeu que o processo que tramitou no Conselho de Ética ...[ Leia completo ]


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) entendeu que o processo que tramitou no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar seguiu o rito e pode ser enviado ao plenário para os membros do parlamento decidirem pela cassação ou não do petista Renato Freitas.

O parecer do relator do processo, o deputado estadual Luiz Fernando Guera (Novo), teve votos contrários apenas de Arilson Chiorato e Ana Julia Ribeiro, ambos do Partido dos Trabalhadores.

Os parlamentares divergiram do parecer e defenderam o acolhimento do recurso do companheiro do PT.

Entre os principais argumentos, alegaram nulidades processuais, cerceamento de defesa, violação ao devido processo legal e questionamentos sobre a condução do processo disciplinar.

Os votos contrários não foram acatados pelos integrantes da CCJ, que mantiveram o parecer apresentado pelo deputado Guerra por oito votos favoráveis e dois contrários — dos deputados Arilson Chiorato e Ana Júlia.

O presidente do colegiado, deputado Ademar Traiano (PSD), explicou que o processo segue agora ao Conselho de Ética para a elaboração de um Projeto de Resolução. “Não há prazo regimental. Esta comissão encaminha imediatamente à Comissão de Ética, que deve preparar um Projeto de Resolução a ser encaminhado ao presidente do Legislativo para que ele coloque em pauta”, disse. Traiano também explicou que, por “prudência”, convocou “os suplentes, uma vez que outros membros da CCJ participam do Conselho de Ética”, e que a comissão cumpriu o prazo regimental de duas sessões para o início e o encerramento do processo. Ele ainda deixou claro que “qualquer efeito ou inconstitucionalidade em relação à decisão da comissão pode ser objeto de recurso à Justiça”.

Já o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Delegado Jacovós (PL), afirmou que o Projeto de Resolução já teve esboço. “Nós já rascunhamos o Projeto de Resolução. Vamos passar agora para a assessoria jurídica conferir se está tudo dentro dos termos legais e, provavelmente, encaminhá-lo ainda hoje à Mesa Executiva para que coloque em pauta”, afirmou.

Votos contrários

Os deputados Ana Júlia Ribeiro (PT) e Arilson Chiorato (PT) apresentaram votos em separado defendendo o acolhimento do recurso do deputado Renato Freitas (PT) contra a decisão do Conselho de Ética, que recomendou a perda de seu mandato. Os parlamentares divergiram do parecer do relator da matéria na CCJ, deputado Luiz Fernando Guerra (Novo), e, entre os principais argumentos, alegaram nulidades processuais, cerceamento de defesa, violação ao devido processo legal e questionamentos sobre a condução do processo disciplinar.

Em seu voto em separado, a deputada Ana Júlia argumentou que houve esgotamento do prazo legal para a conclusão do processo no Conselho de Ética, o que, segundo ela, tornaria nulos os atos posteriores. A deputada também defendeu a observância rigorosa das garantias constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, além de apontar questionamentos sobre a imparcialidade dos integrantes responsáveis pela condução do caso.

Já o deputado Arilson Chiorato sustentou, em seu voto, que o processo teria sido conduzido de forma irregular e defendeu o arquivamento da ação disciplinar. Argumentou que os fatos atribuídos a Freitas ocorreram fora do exercício do mandato parlamentar e, portanto, não configurariam quebra de decoro passível de punição no âmbito legislativo. O voto também questionou a imparcialidade do relator do caso, tanto no Conselho de Ética quanto na Comissão de Constituição e Justiça.

Em seu relatório, o deputado Luiz Fernando Guerra (Novo) defendeu que o “procedimento tramitou com observância do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal”. Alegou ainda que “as nulidades arguidas não foram acompanhadas da demonstração de prejuízo efetivo, requisito essencial para a invalidação dos atos processuais”.

Entenda o caso

Em reunião, o Conselho de Ética aprovou a punição de perda do mandato parlamentar de Renato Freitas (PT), no âmbito do processo 25804-80/2025, que apura o envolvimento do parlamentar em uma luta corporal no Centro de Curitiba, registrada em novembro de 2025. A briga ocorreu com um manobrista e foi registrada por câmeras e celulares. O colegiado acatou o parecer apresentado pelo relator do caso, o deputado Márcio Pacheco (Republicanos).

O deputado Doutor Antenor (PT) leu seu voto em separado ao relatório, apontando, entre outras questões, a suspeição de Márcio Pacheco no caso, em razão de publicações feitas pelo relator nas redes sociais sobre Freitas; uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que teria reconhecido que Renato Freitas não estava no exercício do mandato parlamentar durante os fatos; o esgotamento do prazo; e irregularidades nas provas colhidas durante o processo. O deputado sugeriu a aplicação de penas mais brandas, como a suspensão temporária das prerrogativas regimentais. O voto, no entanto, foi vencido.

A denúncia é de autoria dos vereadores de Curitiba Bruno Secco, Eder Borges, Guilherme Kilter e Tathiana Guzella, além dos deputados Fábio de Oliveira (Novo), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL).

Antes do parecer, o Conselho ouviu, no dia 24 de março, testemunhas do caso arroladas pelo relator e pela defesa: o manobrista à época dos fatos, Weslley de Souza Silva, além de Carlos Alberto Ferreira de Souza e Arleide Cerqueira Xavier Muller, que acompanhavam Freitas na ocasião. Renato apresentou sua defesa duas semanas mais tarde, sustentando que o manobrista avançou contra eles e que ele atuou para cessar uma possível agressão e defender a mãe de sua filha.

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Fonte:Blog do Tupan

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