Em meio a um cenário de desafios no campo e pressão nos preços, Guarapuava reafirma seu protagonismo na produção de batata no Paraná, ocupando a segunda colocação estadual, com 25,6% da área cultivada na primeira safra. O município fica atrás apenas do Núcleo Regional de Curitiba (34,5%) e à frente de polos tradicionais como Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória.
Os números mostram que o interior paranaense pulsa forte, e Guarapuava é um dos corações dessa engrenagem agrícola.
PARANÁ AMPLIA PRODUÇÃO E GUARAPUAVA É DESTAQUE
Nesta safra, o Paraná cultiva 26,8 mil hectares de batata, divididos em duas etapas. A primeira safra, plantada entre agosto e novembro, corresponde a 16,7 mil hectares, dos quais 86% já foram colhidos.
Segundo o economista Paulo Andrade, do Departamento de Economia Rural (Deral), a estimativa é de 555 mil toneladas produzidas, com 80% da comercialização já realizada.
Os principais Núcleos Regionais que concentram 96,4% da produção estadual são:
– Curitiba (34,5%)
– Guarapuava (25,6%)
– Pato Branco (16,6%)
– Ponta Grossa (11,7%)
– União da Vitória (8,2%)
O dado confirma o peso estratégico de Guarapuava na engrenagem agrícola paranaense — uma posição que reforça sua relevância econômica e social.
SEGUNDA SAFRA JÁ AVANÇA
Da área total prevista para a segunda safra, plantada até dezembro, 59% já estão no solo, o equivalente a 10,1 mil hectares. Ao todo, são 5,9 mil hectares distribuídos em nove Núcleos Regionais do Estado.
A expectativa é manter o ritmo produtivo, mas o mercado impõe desafios.
PREÇOS EM QUEDA PRESSIONAM PRODUTORES
Apesar do volume robusto, o cenário não é de tranquilidade. O excesso de oferta no mercado nacional tem pressionado os preços:
– Produtor (jan/26): R$ 26,04 a saca de 25 kg (R$ 1,04/kg)
Queda de 16% em relação a dezembro (R$ 30,99)
– Atacado: R$ 52,15 a saca
Redução de 15%
– Varejo: caiu de R$ 3,44/kg (dezembro) para R$ 3,30/kg (janeiro)
“O excesso de oferta no mercado nacional tem contribuído para as reduções nos preços recebidos pelos agricultores, comprometendo a rentabilidade do produtor rural”, avaliou Andrade.
FORÇA PRODUTIVA E DESAFIOS ECONÔMICOS
Se por um lado Guarapuava se consolida como referência na produção estadual, por outro enfrenta o mesmo dilema nacional: produzir mais não significa lucrar mais.
A força agrícola da região é inegável, clima favorável, solo produtivo e tradição no cultivo, mas a volatilidade de preços exige estratégia, planejamento e políticas públicas eficazes para garantir sustentabilidade ao produtor.
Guarapuava não apenas planta batata. Planta desenvolvimento, emprego e renda. E, mais uma vez, mostra que o interior do Paraná é protagonista no agronegócio brasileiro.
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Fonte:G+ Guarapuava





