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Dr. Jairinho e Monique Medeiros –
Após dez dias de julgamento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado pela morte do menino Henry Borel. A decisão do Conselho de Sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (4).
Conforme o Metrópoles, Jairinho foi considerado culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A pena fixada pela Justiça foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Além da condenação criminal, ele deverá pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai da criança, Leniel Borel.
Já a mãe de Henry, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela também foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho. No entanto, recebeu perdão judicial em relação ao crime de homicídio e, como já cumpriu período de prisão preventiva superior à pena aplicada pela omissão, a punição foi considerada extinta.
O julgamento analisou a responsabilidade dos dois acusados na morte de Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021, em um apartamento na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, Jairinho e Monique levaram o menino ao hospital, alegando que ele havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, exames e laudos periciais apontaram que a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática.
Segundo o Instituto Médico-Legal (IML), Henry apresentava mais de 20 lesões pelo corpo, incluindo ferimentos graves no fígado e nos rins, além de hemorragia interna, indicando que a criança foi vítima de agressões físicas antes da morte.
Durante as dez sessões do júri, foram ouvidos investigadores, médicos, peritos, familiares, testemunhas e ex-companheiras de Jairinho. Os dois réus também prestaram depoimento. Monique afirmou acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte do filho. Já o ex-vereador negou qualquer agressão contra crianças ou mulheres e optou por não responder aos questionamentos da acusação e da magistrada responsável pelo caso.
Na fase final do julgamento, o Ministério Público sustentou que Jairinho mantinha um histórico de comportamento violento. O promotor Fábio Vieira classificou o ex-vereador como um agressor recorrente e destacou a vulnerabilidade da vítima. A acusação também apontou omissão por parte de Monique diante dos sinais de violência sofridos pelo filho.
A decisão ainda cabe recurso.
Fonte:A Rede PG





