A corrida pelo Governo do Paraná, três meses antes da disputa, em 2026 começa a ganhar seus primeiros capítulos na Justiça Eleitoral. Uma representação protocolada ontem, sexta-feira, dia três de julho no TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) pede a suspensão da divulgação da pesquisa registrada sob o número PR-09668/2026, realizada pelo instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda., sob a alegação de que o levantamento apresenta irregularidades capazes de influenciar a percepção do eleitorado.
A ação sustenta que a pesquisa contém “vícios graves e insanáveis” e questiona um dos cenários estimulados apresentados aos entrevistados para a disputa ao Palácio Iguaçu. Segundo os autores da representação, a formulação utilizada atribui ao ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) o apoio político do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), informação que, conforme alegam, não corresponde à realidade da sucessão estadual.
O principal questionamento recai sobre a pergunta de número 9 do questionário aplicado pelo instituto. Nesse cenário, o senador Sergio Moro aparece como apoiado por Flávio Bolsonaro, Requião Filho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Rafael Greca por Ratinho Junior. A representação argumenta que essa configuração entra em conflito com outra simulação do próprio levantamento, na qual o apoio do governador é atribuído a um pré-candidato diferente.
Para os autores da ação, a existência de cenários distintos envolvendo o mesmo apoio político compromete a credibilidade da pesquisa e pode induzir o eleitor a uma interpretação equivocada da disputa. A petição afirma que a inclusão de um apoio considerado inexistente altera artificialmente o ambiente eleitoral e interfere na formação da opinião pública.
A representação também destaca que os resultados da pesquisa passaram a ser reproduzidos por veículos de comunicação, com menções ao suposto apoio de Ratinho Junior a Rafael Greca, circunstância que, segundo os autores, amplia o potencial impacto do levantamento.
No pedido encaminhado ao TRE-PR, os representantes solicitam a concessão de liminar para suspender imediatamente a divulgação da pesquisa. Também requerem que o instituto seja notificado para apresentar defesa e, ao final do processo, seja proibida a divulgação dos resultados. A argumentação sustenta que, como o trabalho de campo já foi concluído, não haveria possibilidade de correção do suposto vício apontado.
A pesquisa foi registrada no dia 27 de junho e divulgada nesta sexta-feira (3). Conforme as informações constantes no registro eleitoral, o próprio instituto Vox Brasil figura como contratante e responsável pelo pagamento do levantamento, cujo custo informado foi de R$ 50 mil.
O caso será analisado pela Justiça Eleitoral e marca um dos primeiros episódios de judicialização da disputa pelo Governo do Paraná, antecipando um cenário de embates políticos e jurídicos que tende a se intensificar à medida que se aproxima o período eleitoral de 2026.
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Fonte:Blog do Tupan







