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Lucro de bares e restaurantes atinge melhor resultado desde dezembro

O percentual de bares e restaurantes que registraram lucro chegou a 42% em julho, segundo pesquisa da Abrasel. O resultado é o melhor ...[ Leia completo ]


O percentual de bares e restaurantes que registraram lucro chegou a 42% em julho, segundo pesquisa da Abrasel. O resultado é o melhor desde dezembro de 2025, quando o índice alcançou 47% — maior patamar dos últimos dois anos. Em relação a junho, houve avanço de sete pontos percentuais.

No mesmo período, 20% dos estabelecimentos registraram prejuízo e 37% ficaram em equilíbrio. 1% não responderam. O resultado positivo acompanha a evolução do faturamento: para 46% dos negócios, as receitas de julho foram maiores do que as registradas no mês anterior. Outros 25% mantiveram o nível, enquanto 28% tiveram faturamento menor.

O desempenho também está alinhado aos dados do Índice Abrasel-Stone, que registrou crescimento de 5,6% nas vendas do setor entre junho e julho. Na comparação anual, o avanço foi de 12,1%, marcando o décimo mês consecutivo de alta.

Preços avançam, mas empresários evitam perder clientes

A melhora da atividade ocorre em meio a uma política de preços ainda marcada pela cautela. De acordo com a pesquisa da Abrasel, 57% dos estabelecimentos fizeram reajustes conforme ou abaixo da inflação. Outros 7% conseguiram elevar os preços acima da inflação, enquanto 36% afirmaram não estar conseguindo reajustar os valores.

O movimento mostra que os empresários vêm buscando recompor parte dos custos, mas sem transferir toda a pressão para o consumidor. Em um setor diretamente dependente da frequência dos clientes, aumentos mais elevados podem comprometer o próprio movimento que sustenta a recuperação.

Contas em atraso ainda pesam sobre o setor

A melhora dos indicadores de atividade ainda não se traduz em folga financeira para todos os negócios. 37% dos estabelecimentos pesquisados afirmaram ter pagamentos em atraso em julho. Entre os principais débitos estão os impostos federais (75%), os impostos estaduais (51%) e os empréstimos bancários (32%).

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, a melhora na lucratividade é especialmente relevante porque ocorre em um cenário no qual os empresários ainda precisam administrar com cuidado a relação entre custos, preços e consumo.

“O lucro é o que dá ao empresário condições de olhar para o negócio além do mês seguinte. Quando ele consegue vender mais e ainda preservar uma margem, volta a existir espaço para pagar dívidas, renovar equipamentos, contratar e investir. Julho mostra que estamos avançando nessa direção, mas ainda há uma parcela importante das empresas que continua sem conseguir repassar todos os seus custos e ainda carrega contas em atraso”, afirma.




Fonte:G+ Guarapuava

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