O presidente Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria, que flexibilizaria penas de condenados por ataques de 8 de janeiro, levando o Congresso a convocar sessão extraordinária. A cerimônia no Palácio do Planalto, marcada para o terceiro aniversário do ataque, contou com a presença de ministros e aliados, mas sem os chefes dos demais poderes. A oposição, liderada por deputados e senadores, exigiu a derrubada do veto e a revisão das penas, enquanto o senador Esperidião Amin apresentou um novo projeto de anistia para os envolvidos.
O governo federal realizou ontem (8) uma cerimônia no Palácio do Planalto para marcar os três anos da invasão e depredação dos Três Poderes, o fatídico “8 de Janeiro”.
O governo federal realizou ontem (8) uma cerimônia no Palácio do Planalto para marcar os três anos da invasão e depredação dos Três Poderes, o fatídico “8 de Janeiro”. O ato buscou reforçar a defesa da ordem constitucional e da democracia, mas terminou politicamente vazio e provocou reação imediata do Congresso.
Lula, diante de ministros, aliados e militantes, afirmou que não aceita “ditadura civil nem militar” e que o país derrotou um projeto autoritário que desprezava a soberania popular. Ele alegou que os envolvidos no 8 de janeiro planejavam tortura, perseguição política e até assassinatos de autoridades, incluindo ele próprio, o vice‑presidente Alckmin e o então presidente do TSE, ministro Moraes, e que o movimento golpista ameaçava a classe média e os trabalhadores.



