As eleições de 2026 produziram uma mudança importante na composição do Senado Federal, com forte avanço de partidos identificados com a direita e o centro-direita. O PL foi o principal vencedor da disputa e elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo, dia quatro de outubro. Com os parlamentares que já possuem mandato, a legenda deverá iniciar 2027 com 28 cadeiras, a maior bancada da Casa.
O resultado também altera a correlação de forças em uma das principais arenas do Congresso Nacional para a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de influenciar a aprovação de autoridades indicadas para tribunais superiores e outros cargos que dependem de aval do Senado.
Levantamento publicado pela mídia mainstream aponta que pelo menos 49 senadores que estarão na Casa a partir de 2027 defendem, com diferentes graus de apoio, a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. O número ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o afastamento de um ministro, equivalente a dois terços dos 81 senadores.
O debate ganhou força entre grupos de oposição que acusam ministros do Supremo de ultrapassar os limites da atuação judicial e de adotar decisões com caráter político.
Além do impeachment de ministros, a nova correlação de forças terá impacto sobre a eleição da Presidência do Senado, a formação das comissões e a análise de indicações para tribunais superiores e outros órgãos.
O PL deverá chegar à próxima legislatura com 28 dos 81 senadores, enquanto o PT terá nove e o MDB, oito. A composição ainda pode sofrer alterações até fevereiro de 2027 em razão de decisões judiciais, suplências, eventuais mudanças partidárias e da disputa pelo segundo turno em alguns estados.
Além do impeachment de ministros, a nova correlação de forças terá impacto sobre a eleição da Presidência do Senado, a formação das comissões e a análise de indicações para tribunais superiores e outros órgãos.
O PL deverá chegar à próxima legislatura com 28 dos 81 senadores, enquanto o PT terá nove e o MDB, oito. A composição ainda pode sofrer alterações até fevereiro de 2027 em razão de decisões judiciais, suplências, eventuais mudanças partidárias e da disputa pelo segundo turno em alguns estados.
Além do impeachment de ministros, a nova correlação de forças terá impacto sobre a eleição da Presidência do Senado, a formação das comissões e a análise de indicações para tribunais superiores e outros órgãos.
O PL deverá chegar à próxima legislatura com 28 dos 81 senadores, enquanto o PT terá nove e o MDB, oito. A composição ainda pode sofrer alterações até fevereiro de 2027 em razão de decisões judiciais, suplências, eventuais mudanças partidárias e da disputa pelo segundo turno em alguns estados.
O PL elegeu 19 senadores, número recorde para a legenda em uma única eleição desde a Constituição de 1988. A bancada deverá chegar a 28 integrantes no início da próxima legislatura, superando com ampla margem as demais siglas.
O PT, que elegeu seis nomes, deverá ficar com nove senadores. O MDB, com sete eleitos, chegará a oito. União Brasil e PP terão seis parlamentares cada, enquanto Republicanos e PSD deverão contar com cinco integrantes. O PSB terá quatro, o Novo três, PSDB e Podemos dois cada, e Rede e PDT um representante.
A nova configuração representa uma redução da fragmentação em relação à atual legislatura: 13 partidos deverão ter representação no Senado a partir de 2027, além de um senador sem partido.
No Paraná, as duas vagas em disputa ficaram com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Barros foi o mais votado, com pouco mais de 3,1 milhões de votos, enquanto Deltan recebeu cerca de 2,9 milhões. Os dois assumirão o mandato em 1º de fevereiro de 2027, com duração de oito anos.
Filipe Barros terá Paulo Henrique Carrano Santos, o Paulo Base, como primeiro suplente e Sergio Roberto Domingues como segundo. Deltan terá Professor Picler como primeiro suplente e Markenson Marques dos Santos como segundo.
A eleição de Deltan, porém, ainda está sujeita a uma questão judicial. O registro da candidatura foi contestado e a situação permanece sub judice, o que pode provocar mudanças no resultado caso a Justiça Eleitoral confirme a inelegibilidade.
Caso Flavio Bolsonaro seja eleito presidente, dificilmente Deltan Dallagnol irá para a prancha e deverá assumir a vaga de senador, caso seja, Lula, aí
A disputa paranaense também teve Alexandre Curi (Republicanos) na terceira colocação. O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná agradeceu aos eleitores após o resultado, mas não conquistou uma das duas vagas.
A eleição renovou dois terços do Senado. Cada estado e o Distrito Federal escolheram dois representantes para mandatos de oito anos.
A relação dos eleitos, por unidade da Federação, é:
- Acre — Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
- Alagoas — Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
- Amapá — Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
- Amazonas — Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
- Bahia — Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
- Ceará — Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
- Distrito Federal — Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
- Espírito Santo — Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
- Goiás — Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil)
- Maranhão — Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
- Mato Grosso — Mauro Mendes (União Brasil) e Zé Medeiros (PL)
- Mato Grosso do Sul — Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
- Minas Gerais — Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
- Pará — Helder Barbalho (MDB) e Delegado Éder Mauro (PL)
- Paraíba — João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
- Paraná — Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
- Pernambuco — Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
- Piauí — Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
- Rio de Janeiro — Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
- Rio Grande do Norte — Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
- Rio Grande do Sul — Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo)
- Rondônia — Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
- Roraima — Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
- Santa Catarina — Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL)
- São Paulo — Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
- Sergipe — Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB)
- Tocantins — Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB).
A pauta é defendida principalmente por parlamentares ligados à oposição e ao bolsonarismo, que questionam decisões do STF e acusam integrantes da Corte de extrapolar suas atribuições. O principal alvo político desse movimento tem sido o ministro Alexandre de Moraes, especialmente em razão de sua atuação em processos envolvendo Jair Bolsonaro e aliados.
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Fonte:Blog do Tupan








